Brasil é foco de 69% das empresas que devem investir na América Latina
O Brasil é um mercado prioritário para nada menos que 69% das empresas com interesse em investir na América Latina nos próximos três anos.
O dado integra o estudo "Um panorama completo, o investimento e o
comércio na América Latina", realizado pelo Grupo Atradius, que opera
em Portugal, na Espanha e no Brasil por meio da Crédito y Caución.
Outros países
Completam a lista dos principais mercados de empresas interessadas na
expansão empresarial, em médio prazo, o México (com 48%) e a Argentina
(40%).
O Chile, considerado o mercado com melhor retorno operacional, é
prioritário para apenas 22% das empresas. O principal empecilho é o
mercado interno do país, considerado pequeno.
Previsão
O estudo revela que, nos próximos três anos, haverá um crescimento
acima de 6% no volume de negócios desses países. Esse é o prognóstico
de 61% das empresas entrevistadas, sendo que 59% delas apostam em igual
tendência no que se refere aos lucros.
O CEO do Grupo Atradius, Isidoro Unda, destaca que a população do continente é consumidora de bens importados.
"A América Latina tem muito a oferecer às empresas que procuram novos
mercados para expansão. Tem uma população jovem e em crescimento,
sensível à importação de bens de consumo. Além disso, as reformas dos
últimos anos continuam a melhorar a estabilidade econômica e política
em grande parte da região", diz ele.
O interesse na América Latina
Entre todas as empresas com
interesse na América Latina, 53% afirmam que o motivo do investimento
no continente está atrelado à desaceleração econômica dos mercados nos
quais atuam tradicionalmente. O movimento pode ter a ver com a atual
crise global.
Os quadros de estabilidade política e econômica do Brasil e do México
são destacados no relatório, em comparação com outros importantes
mercados como Venezuela e Argentina, que apresentam problemas de
inflação e instabilidade política.
Já Peru e Chile aparecem bem classificados no que se refere à economia,
à estabilidade política, ao governo corporativo, ao ordenamento
jurídico, à ausência de litígios comerciais e às facilidades que as
empresas desses países têm para operar, com menos grau de burocracia a
ser enfrentada.
Sobre a pesquisa
O relatório do Grupo Atradius foi realizado em colaboração com a
Economist Intelligence Unit, departamento de investigação do semanário
britânico The Economist. No total, foram feitas entrevistas com 300
empresas em nível mundial que têm ou planejam ter negócios com a
América Latina.
Fonte: http://web.infomoney.com.br/








