Brasil é principal destino de investimentos estrangeiros na América Latina e Caribe
Apesar da crise financeira mundial, os investimentos externos diretos
alcançaram recorde histórico em 2007, totalizando US$ 1,83 trilhões –
US$ 400 bilhões a mais que o recorde anterior, registrado no ano 2000.
O Brasil foi o principal destino de investimentos na América Latina e
Caribe, segundo relatório da Conferência das Nações Unidas para o
Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), divulgado hoje (24).
A
região recebeu investimentos de US$ 126 bilhões em 2007. No Brasil, o
valor foi de US$ 34,6 bilhões, 84% a mais do que os US$ 18,8 bilhões
registrados em 2006, superando o México.
A maior alta de
investimentos no país ocorreu no setor primário e na indústria baseada
em recursos naturais, com destaque para os segmentos de mineração,
metalurgia, bebidas e alimentos, refino e produtos químicos.
O México caiu para o segundo lugar no ranking
de preferências para investimentos estrangeiros diretos na região, com
US$ 24,7 bilhões. O valor, ainda assim, é superior ao de 2006, quando o
país recebeu US$ 19,3 bilhões de investimentos diretos. De acordo com a
Unctad, isso comprova que o país, tradicionalmente sensível aos ciclos
econômicos norte-americanos, não foi impactado pela retração registrada
nos Estados Unidos no segundo semestre de 2007.
O Chile foi o
terceiro principal destino de investimentos estrangeiros diretos na
América Latina e Caribe no ano passado, com US$ 14,5 bilhões. Juntos,
Brasil, México e Chile receberam 54% dos investimentos na região. A
participação do três sobe para 70%, caso sejam excluídos os centros
financeiros off shore, como as Ilhas Cayman.
Apesar de
atraírem cada vez mais recursos estrangeiros, os países
latino-americanos e caribenhos estão reduzindo seus investimentos no
exterior. Em 2007, a queda foi de 43% , com um fluxo total de
aplicações externas de US$ 24 bilhões. O Brasil foi o principal
responsável pela redução – os investimentos brasileiros diretos no
exterior caíram de US$ 28 bilhões em 2006 para US$ 7 bilhões em 2007.
Já os investimentos mexicanos cresceram 43%, totalizando US$ 8,3
bilhões.
O cenário para 2008 é menos animador. Segundo a Unctad,
os efeitos da crise financeira mundial devem ser sentidos mais
fortemente este ano. A expectativa é de redução no ritmo de crescimento
do Produto Interno Bruto mundial, após quatro anos de elevação robusta.
Os altos preços da energia e dos alimentos devem agravar a situação, na
avaliação da Unctad. A situação só não será pior graças ao crescimento
das economias em desenvolvimento. “O crescimento econômico dos países
em desenvolvimento poderá compensar o crescimento mais fraco dos países
ricos”, concluem os economistas da Unctad.
Pesquisa realizada
com grandes corporações indica que apenas 5% delas esperam a redução do
ritmo de investimentos estrangeiros diretos na América Latina e Caribe.
No mundo todo, o Brasil é o sétimo país mais promissor para expansão de
negócios no médio e longo prazo graças, principalmente, ao potencial de
crescimento do mercado local.
Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/09/24/materia.2008-09-24.4626827175/view








