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Canadá abre escritório comercial no Recife

Em setembro, será aberta uma nova representação em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

O governo canadense inaugurou na sexta-feira, no Recife, o seu quinto escritório comercial no Brasil. Terceiro maior destino das exportações do Canadá nas Américas, atrás apenas dos EUA e do México, o Brasil é visto como uma oportunidade promissora de negócios pelo país da América do Norte, segundo o ministro canadense do Comércio Internacional e da Passagem Ásia Pacífico, Stockwell Day, que esteve na capital pernambucana para a inauguração.

Com o escritório no Recife, o Canadá pretende aproveitar as perspectivas positivas em termos de comércio e investimento no Nordeste do país, diz Day. O Brasil é uma economia muito forte e em expansão, e o Nordeste está crescendo economicamente. A representação tem como dois de seus principais objetivos ajudar empresas canadenses por aqui e dar apoio aos brasileiros que querem fazer negócios no Canadá, afirma ele. Antes da inauguração no Recife, já havia escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.

Day afirma que o Nordeste oferece oportunidades interessantes para as empresas canadenses em áreas como tecnologia da informação e comunicação, petróleo e gás, agricultura, tecnologia médica e mineração. A existência do Porto Digital, o polo de produção de tecnologia, foi um dos motivos que levaram o governo canadense a escolher Recife como a primeira cidade do Nordeste do país a receber um escritório comercial. O complexo portuário e industrial de Suape, a 40 quilômetros da capital, também influenciou a decisão do Canadá.

Para Day, a atuação dos escritórios tem sido importante para estreitar as relações entre Canadá e Brasil, ajudando a criar empregos nos dois países. Os benefícios são significativos tanto para as pessoas no Canadá como no Brasil.

Nos sete primeiros meses do ano, Brasil e Canadá tiveram um comércio exterior equilibrado, com um pequeno superávit brasileiro. Com a crise global, houve encolhimento da corrente de comércio entre os dois países, como mostram números do Ministério do Desenvolvimento. De janeiro a julho, as exportações brasileiras totalizaram US$ 892 milhões, em queda de 10,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as vendas do Canadá para o Brasil foram de US$ 867 milhões, 46,3% abaixo das registradas em igual intervalo de 2008. Os principais produtos exportados pelo Canadá são fertilizantes, carvão e óleos, sal, enxofre, maquinário, cimento e papel e papelão. Já o Brasil vende muito açúcar, maquinário, veículos, produtos químicos inorgânicos, ferro e aço.

Day chama a atenção para o volume significativo de investimentos brasileiros no Canadá e canadenses no Brasil. Até 2008, o estoque de investimentos diretos do Brasil no Canadá totalizava US$ 11 bilhões, enquanto as inversões canadenses por aqui eram de US$ 8,5 bilhões. Essa foi a segunda visita de Day ao Brasil em menos de um ano. Em novembro de 2008, ele esteve no país para assinar um acordo de cooperação em ciência, tecnologia e inovação com o ministro da Ciência e Tecnologia do Brasil, Sérgio Rezende.

Fonte: Sistema de Informações IEA/Funcex/Valor Econômico

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