Ferramentas Pessoais
Você está aqui: Página Inicial Mercado Casa Brasil 2009: Milão é aqui
Acessar


Esqueceu sua senha?
 

Casa Brasil 2009: Milão é aqui

"Milão é aqui"! Esta é a frase mais ouvida nos corredores do Parque de Exposições de Bento Gonçalves, onde acontece a segunda edição da Casa Brasil, maior evento de design para móveis da América Latina.

A referência coloca o evento no patamar da maior feira mundial do setor moveleiro, que acontece anualmente em Milão (Itália). E quem avaliza é ninguem menos do que designers consagrados como o brasileiro  Marcelo Rosenbaum, o indiano Satyendra Pakhale e o italiano Eugenio Perazza, além do público recorde que circula nos corredores da feira desde a terça-feira, dia 4 de agosto. Com mais de 17.000 visitantes cadastrados  -- na primeira edição foram 12.000 --, a Casa Brasil 2009 apresenta o que há de mais inovador em design de móveis e promove discussões sobre o tema nos seminários internacionais. Nesta quarta-feira, os palestrantes foram o indiano Satyendra Pakhale e o brasileiro Marcelo Rosenbaum que atraíram mais de 600 pessoas entre profissionais e estudantes.   

Números do primeiro dia do evento:
2.753 visitantes (49% a mais que o primeiro dia da edição 2007)

Paises visitantes: 12 (Alemanha, Argentina, Austrália, Chile, China, EUA, México, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Noruega e Itália).

 

A vila global de Satyendra Pakhale
O indiano Satyendra Pakhale abriu a série de Seminários Internacionais da Casa Brasil mostrando fotos do Rio de Janeiro e de Bombaim (Índia), sem identificar uma e outra cidade. O objetivo: destacar as similaridades entre elas. As fotos de favelas e bonitas imagens de praia poderiam ser brasileiras ou indianas. Assim é este designer indiano, radicado na Holanda, um dos principais nomes da vanguarda internacional, um homem que procura as semelhanças e não as diferenças entre pessoas, lugares e até métodos e processos. "Não divido o mundo entre Primeiro e Terceiro Mundo, Oriente e Ocidente; não defino as coisas como modernas ou tradicionais, antigas ou contemporâneas, artesanais ou tecnológicas", diz. Chefe do Departamento de Mestrado de Design para o Programa de Vida Sustentável e Humanitária na Academia de Design de Eindhoven, na Holanda, seus produtos, de design arrojado e moderno estão nas coleções de grifes importantes como as italianas Magis (considerada uma das principais fabricantes de móveis de design do mundo) e Cappellini, entre outras. 
Avesso às dicotomias com as quais as pessoas definem as coisas, ele baseia seu trabalho na busca pela união e complementaridade das coisas. "O mundo é uma aldeia global, dicotomia não faz sentido para mim", diz Pakhale. O designer falou para uma platéia de mais de 600 pessoas que inovar não é excluir. Para ele, muitas pessoas acreditam que inovação não existe sem tecnologia, mas a inovação pode ser material, social, cultural, tipológica. 
Satyendra Pakhale falou sobre seu processo de criação, citando uma experiência que viveu até conseguir transformar uma peça elaborada artesanalmente numa produto industrial. "As coisas podem se tornar produtos comerciais ou não", diz. Há 20 anos, Pakhale passou um tempo na Índia, numa aldeia onde a comunidade trabalhava com uma cera que extraia na região. A cera é reciclável e pode ser moldada como argila e transformada nos mais diversos objetos. Peças únicas, sem rachaduras ou fissuras. "Não olho para essa cera de forma nostálgica, como algo que aquela aldeia usa desde sempre, mas percebendo que este material é tão revolucionário como coisas altamente tecnológicas", diz. 
Pakhale projetou, em 1998, uma cadeira feita numa peça única sem fissuras e sem emendas. Mas como fazer uma forma com algum material capaz de se transformar nessa cadeira sonhada? "Sou fascinado por materiais e não desisti de buscar algum que me desse industrialmente o resultado da cera indiana", diz. Ele decidiu fazer uma cadeira de cerâmica, algo visto como frágil. Para ele, as pessoas têm idéias pré-concebidas sobre materiais. Para driblar a fragilidade sem perder o efeito que pretendia, ele cobriu a cadeira com fibra de carbono. "Quebrando paradoxos, a gente inova em design", diz Pakhale. 
 

A aldeia Brasil de Rosenbaum          
Se a aldeia de Satyendra Pakhale é o mundo, a do designer paulista Marcelo Rosenbaum é o Brasil. Aos 39 anos, ele foi alçado à condição de celebridade desde que passou a reformar casas de pessoas pobres de todo o país que escrevem para o quadro Lar Doce Lar, do programa global de Luciano Huck sábados à tarde. Entrando no quarto ano de exibição, o quadro é o mais assistido do programa, com picos de audiência de 40 milhões de pessoas, o equivalente a 60% das televisões ligadas no Brasil no horário. O sucesso elevou o designer à categoria de pop star. Antes de fazer a segunda palestra do dia no Seminário Internacional, ele foi assediado pelo público, especialmente o feminino, que queria uma foto ao lado do ídolo.
Rosenbaun costuma basear seu trabalho em referências à arte popular brasileira. "A cultura popular é muito mais avançada do que percebemos", diz. Ele tem produtos nas coleções Tok & Stok, Cerâmicas Oxford e Pisos Paviflex, entre outras. Utiliza com frequência estampas que retratam rendas, chitas, desenhos de carrocerias de caminhão, iemanjá, entre outras. "Não se trata de copiar, mas de aplicar em larga escala para exaltar e levar para dentro das casas das pessoas", diz.  Sua meta é criar cada vez mais produtos com design em larga escala para as classes C e D. Ele acredita que é possível criar design acessível a todos os gostos e bolsos. No escritório que leva seu nome trabalham hoje 15 pessoas, entre designers e arquitetos.
Rosenbaum também tem um programa na rádio Globo AM, o De Coração Pra Você, no qual dá dicas para ouvintes sobre decoração. Dia desses, ele disse aos ouvintes que a Samambaia voltou com tudo e está em alta na decoração de interiores porque só precisa de sombra e água fresca. O Programa entra no ar logo após o do Padre Marcelo e é o de maior audiência da rádio brasileira no horário das 11:15 da manhã. Já bateu em 32 milhões de ouvintes por sete vezes. Apesar do sucesso, o designer revela que ainda tem um desejo que não realizou. "O sonho da minha vida é fazer um carnaval para uma escola de samba".

 

Convênio universitário internacional

A Universidade  de Caxias do Sul (UCS) assinou, ontem, durante a Casa Brasil 2009 um convênio com a Universidade de Moron, de Buenos Aires (Argentina), sob a tutela da Aladi, única organizaçao de design  latino-americano que coordena a troca de experiências entre os países latinos. Com a assinatura dessa parceria  haverá intercâmbio de projetos entre as universidades envolvendo alunos, professores e empresas. Um dos projetos conhecidos, que envolve varias universidades da America Latina, Europa, Ásia e África é do Lago Titicaca, para estudo do aproveitamento da fibra da totora, uma espécie de junco, que  os indígenas utilizam nas embarcações e também nas ilhas flutuantes que eles constroem com essas fibras.  

 

Veja as novidades da Casa Brasil 2009 abaixo e não deixe de ver os canais do evento:

Youtube: www.youtube.com/casabrasilsindmoveis

Twitter: www.twitter.com/casabrasilsindmoveis

Site: www.casabrasil.com.br

Blog: www.casabrasil2009.blogspot.com

Fonte: Fatto Comunicação

 

Ações do documento