Classe C lidera consumo de móveis
Em 2010, a chamada nova classe média gastou R$ 17,9 bilhões, ultrapassando os gastos da classe AB, que ficaram em R$ 15,8 bilhões
O cenário econômico favorável possibilitou que a classe C fosse às
compras e renovasse seu mobiliário em 2010. Uma pesquisa do Instituto
DataPopular mostra que os gastos desse público com produtos como cama,
sofá, armários, luminárias, tapetes e utensílios, atingiu R$ 17,9
bilhões. O montante é superior ao gasto pela classe AB, que no ano
passado destinou R$ 15,8 bilhões a esses produtos.
O aumento do
poder aquisitivo da chamada nova classe média e a facilidade de acesso
ao crédito é que possibilitaram a alta no consumo. De olho nas
oportunidades de negócios, os moveleiros capixabas vêm desenvolvendo
móveis de acordo com o perfil deste público.
"A indústria de
móveis seriados tem as classes C e D como principal foco e nossas
fábricas já haviam observado a tendência das casas mais comp actas e
investem em designers que atendam a esta demanda. É importante observar
que a classe C também está mais exigente e nossas empresas precisam
estar atentas para colocar no mercado produtos com design diferenciado e
alta qualidade", afirma o presidente do Sindimol - Sindicato da
Indústria do Mobiliário de Linhares, Ademilse Guidini.
O IBGE
considera classe C as famílias com renda mensal de R$ 1.116 a R$ 4.854.
Com o aumento da renda desse segmento da classe média, as vendas
aumentaram. Os capixabas se beneficiaram, já que operam em todo o
mercado brasileiro. De acordo com Guidini, as vendas das empresas
capixabas cresceram um pouco abaixo da média nacional, que foi de 15%.
"Contabilizamos
um crescimento 10% nas vendas em 2010 comparado a 2009. Chegamos a esse
resultado graças a benefícios fiscais, como a isenção do IPI, e também à
realização da primeira feira do setor mobiliário capixaba, a Espírito
Santo Móvel Show, que atraiu clientes do Brasil interior e ampliou nosso
mercado", declara Guidini.
Segundo a FGV - Fundação Getúlio
Vargas do Rio de Janeiro, a classe C é a mais importante tanto do ponto
de vista do número de pes soas quanto do ponto de vista da renda. Essa
nova classe média além de representar quase metade da população
brasileira, tem 47% da renda nacional, enquanto as pessoas pertencentes à
classe AB ficam com 44%.
Fonte: http://www.eshoje.com.br/ (21/01/2011)








