Com revisão, China vira principal parceiro comercial
Segundo números divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, a
corrente de comércio entre o Brasil e a China somou US$ 36,1 bilhões no
ano passado, contra US$ 35,8 bilhões divulgados no início do mês. Soma
das exportações e importações, a corrente de comércio serve para medir o
fluxo comercial entre dois países ou blocos econômicos.
Com os novos números, a China ultrapassou os Estados Unidos como
principal parceiro comercial do Brasil. Em 2009, a corrente de comércio
com os Estados Unidos atingiu US$ 35,9 bilhões, resultado de exportações
de US$ 15,7 bilhões e importações de US$ 20,2 bilhões. Os valores não
sofreram mudança após a revisão da balança comercial brasileira.
De
acordo com o ministério, a alta de US$ 300 milhões nas exportações para
a China elevou o fluxo comercial entre o Brasil e o país asiático. Após
a revisão dos dados, as vendas do Brasil para o mercado chinês somaram
US$ 20,2 bilhões no ano passado, contra US$ 19,9 bilhões inicialmente
divulgados. As importações da China foram mantidas em US$ 15,9 bilhões.
A
revisão não alterou a liderança da China como principal destino das
mercadorias brasileiras. Os números apresentados no início do mês já
apontavam o país asiático como o maior exportador do Brasil. Na corrente
de comércio, no entanto, a China aparecia atrás dos Estados Unidos na
lista dos maiores parceiros comerciais do Brasil.
Na semana passada, o Ministério do Desenvolvimento havia apresentado os
números revisados da balança comercial. Com os novos valores, o
superávit da balança comercial (diferença entre exportações e
importações) aumentou de US$ 24,6 bilhões para US$ 25,3 bilhões. Hoje,
foram divulgados os dados finais separados por países e blocos
econômicos.
No levantamento por países de destino, as empresas brasileiras em 2009
exportaram principalmente para China (US$ 20,2 bilhões), Estados Unidos
(US$ 15,7 bilhões), Argentina (US$ 12 bilhões), Holanda (US$ 8,2
bilhões) e Alemanha (US$ 6,2 bilhões). Os principais países fornecedores
para o Brasil foram Estados Unidos (US$ 20,2 bilhões), China (US$ 15,9
bilhões), Argentina (US$ 11,3 bilhões), Alemanha (US$ 9,9 bilhões) e
Japão (US$ 5,4 bilhões).
Fonte: Global 21 (15/01/2010)








