Comércio Exterior: A internacionalização da empresa
Os negócios internacionais à partir de 1960 tomaram um rumo de suma importância para os países em desenvolvimento, que através da Macroeconomia passaram à desenvolver acordos de cooperação não só entre si mas também enfrentando as dificuldades de relacionamento com os países de forte economia.
Os estudos através das Ciências da Administração demonstraram a importância da inclusão das empresas nesse cenário da nova ordem mundial, dando ênfase aos projetos de internacionalização da empresa, da marca e dos produtos.
O problema de como as empresas se internacionalizam atraiu a atenção de inúmeros pesquisadores, considerando que um dos modelos mais conhecidos, que busca explicar este processo foi desenvolvido na Suécia na década de 1970 pela Escola de Uppsala. Este modelo assumia que as empresas entrariam primeiro em mercados com os quais se sentissem mais familiarizadas e à medida adquirissem experiência e, com ela, maior conhecimento de mercado, ocorreria maior comprometimento de recursos e a empresa aprofundaria sua inserção internacional em maior escala, e, claro, com muito mais segurança.
Outra importante contribuição à compreensão do processo de internacionalização de empresas foi o modelo de estágios sucessivos, que propunha que as empresas começariam seu processo de internacionalização utilizando a exportação indireta, um modo de entrada menos arriscado. Nesse processo define-se que uma Empresa Comercial Exportadora ou ainda uma Trading Company assuma as responsabilidades de revender o produto do fabricante em mercados que mostrem viabilidade comercial e operacional. Podemos então analisar que esse modo foi, e ainda é, pouco explorado pelas empresas brasileiras, pois o conceito em nosso país é de que essas empresas são consideradas “atravessadoras”, cujo conceito é totalmente errado e equivocado.
Há de se considerar que a internacionalização é o produto de uma série de decisões incrementais. Todas as decisões que, em conjunto, constituem o processo de internacionalização, isto é, decisões para começar a exportar, para estabelecer canais de vendas no exterior e para estabelecer uma subsidiária no exterior, têm algumas características comuns, que também são muito importantes para a subseqüente internacionalização.
Após esse estágio, considerado intermediário, que inclui Agente Internacional de Negócios, Distribuidores, Consignatários, o passo final seria estabelecer uma subsidiária no exterior, com vantagens competitivas e qualitativas nos mercados-alvo, porém a observação clássica é a de que a empresa deve se planejar com muita cautela e poder de análise apurada, medindo sua capacidade de poder atender mercados externos.
Por: Prof. Nelson Ludovico
Fonte: INCorporativa (17/02/2010)








