Comércio gaúcho cresceu 6,8% em junho e 7,5% no acumulado do ano
O comércio varejista e atacadista tem alcançado significativa participação na economia, tanto no âmbito estadual como no municipal.
Até hoje o Rio Grande do Sul tinha apenas um índice para medir esta
variação do comércio – o Índice de Vendas do Varejo (IVV), sendo esta
uma ferramenta fundamental para perceber as variações e tendências de
desenvolvimento da economia do Estado. Contudo, a Fecomércio-RS, em
parceria com a Fundação de Economia e Estatística (FEE), lançou dia
09/08, com ineditismo, o Índice de Vendas do Atacado (IVA).
Os resultados gerais do comércio gaúcho apontaram para a recuperação da
economia local. De acordo com o volume de vendas registrado, o comércio
do Rio Grande do Sul apresentou, no mês de junho de 2007, uma variação
positiva de 6,8%, considerando como período de comparação o mesmo mês
de 2006. O comércio varejista, analisado separadamente, apresentou
variação positiva de 3,8%, tendo como destaque positivo a alta de 16,3%
no setor de veículos, motocicletas, partes, peças e acessórios e como
destaque negativo a queda de 12% no setor de combustíveis e
lubrificantes.
“O crescimento nas vendas de carros e motos pode ser explicado pela
maior oferta de crédito e queda nas taxas de juros, o que possibilita o
parcelamento de produtos como estes, que possuem um valor maior.
Contudo, tivemos uma queda significativa para combustíveis e
lubrificantes, que pode ser entendida, em parte, pelo crescimento na
procura do gás natural, e por uma maior quantidade de veículos
adaptados a este sistema”, analisa o consultor econômico da
Fecomércio-RS, Marcelo Portugal.
No comércio atacadista houve variação positiva de ainda mais
relevância: 10,5%. O destaque da alta foi os 20,8% registrados no setor
de matérias-primas agropecuárias. A menor alta (4%) foi no setor de
produtos alimentícios, bebidas e fumo. Portugal acredita que a alta nas
matérias-primas agropecuárias demonstra que o setor atacadista está
podendo acompanhar a boa safra gaúcha do 1º semestre.
Numa análise mais ampla do economista, ele aponta que esta alta de 6,8%
no comércio em geral demonstra claramente a recuperação da economia
gaúcha. “Saímos de uma situação muito negativa no último ano, em que
apenas no período final, em setembro, começou a dar os primeiros sinais
de melhora. O que temos agora é a consolidação de bons números”,
explica.
No acumulado do ano (período jan.-jun/07), houve alta de 7,3% no volume
de vendas do comércio do Rio Grande do Sul em comparação com igual
período do ano anterior. O comércio varejista apresentou uma variação
positiva de 4,3%, tendo como destaque positivo a alta de 14,4% no setor
de veículos, motocicletas, partes, peças e acessórios e como destaque
negativo a queda de 9,9% no setor de combustíveis e lubrificantes. O
comércio atacadista apresentou uma variação positiva de 10,8%, tendo
como destaque a alta de 17,9% nos setores de matérias-primas
agropecuárias e de máquinas, aparelhos e equipamentos. A menor alta
(6,2%) foi no setor de produtos intermediários industriais.
“O acumulado em 7,5% é positivo; entretanto, ainda não alcança a boa
marca que tivemos em 2004. Caso o Estado permaneça neste ritmo de
aquecimento da economia, a tendência é de que iremos, sim, ultrapassar
o bom momento de 2004, em que tivemos em junho daquele ano, por
exemplo, uma variação positiva de 11,3%”, analisa Portugal.
O Vice-Presidente da Fecomércio-RS e Presidente do Sindicato do
Comércio Atacadista do Rio Grande do Sul, Zildo De Marchi, destacou que
esta divulgação do novo índice do atacado permitirá ao setor o
acompanhamento das tendências e demandas da produção gaúcha. “De uma
forma mais ampla, creio que agora teremos o mais completo índice para
medir o comércio do RS, pois esta pesquisa contemplará os dois setores:
atacadista e varejista”, destaca.
Fonte: Imprensa Fecomércio-RS/Uffizi
http://www.consumidor-rs.com.br/ - 15/8/2007








