Crescimento econômico mundial deve ser menor em 2007, diz ONU
Após três anos de crescimento acelerado, a atividade econômica mundial deve passar a se expandir de forma mais lenta a partir de 2007.
Os países desenvolvidos serão os mais atingidos
pelo refreamento da atividade econômica, o que pode trazer implicações
para todos os demais. A conclusão é do relatório World Economic
Situations and Prospects 2007, cuja tradução em português é Situação
Econômica Mundial e as Projeções para 2007.
Segundo o estudo recém-publicado pela Organização das Nações Unidas
(ONU), em 2007, o produto bruto mundial (PBM) deverá crescer a taxas de
3,2% ao ano. Em 2006, as estimativas indicavam um crescimento de 3,8%.
Países de primeiro mundo devem registrar um aumento médio de 2% em
relação ao ano passado. Para o Brasil, as previsões atuais das Nações
Unidas são de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,3%
em 2006 e 3,5% em 2007.
"Considerando a média de crescimento do PIB real no período
2003-2007, se as previsões das Nações Unidas se confirmarem, a economia
brasileira crescerá apenas 2,8% ao ano, enquanto a média mundial será
de 3,4% ao ano", registra uma análise do Instituto de Estudos para o
Desenvolvimento Industrial (Iedi), com base nos resultados da pesquisa
da ONU.
A principal razão para a desaceleração global, segundo a ONU, será
a queda da taxa de crescimento da economia dos Estados Unidos. Diante
das previsões de retração do mercado imobiliário, o estudo aposta que
os Estados Unidos (EUA) cresçam apenas 2,2% este ano. E alerta: “devido
a uma maior desaceleração da economia norte-americana, ainda há riscos
substanciais de que estes prognósticos sejam revistos para menos”.
O desaquecimento do mercado imobiliário norte-americano e a
conseqüente redução do consumo familiar nos EUA e das importações
afetam o comércio e a atividade de outros países, gerando um efeito em
cascata. Neste cenário, a ONU garante que nenhum outro país
desenvolvido terá capacidade de assumir a liderança até então exercida
pelos EUA. Segundo o estudo, a Comunidade Européia deve crescer não
mais que cerca de 2% e o desempenho do Japão deve ficar abaixo desse
índice.
Embora preveja taxas de expansão menores que as de 2006, o
relatório afirma que os países em desenvolvimento e os de economia em
transição crescerão mais que os desenvolvidos, dando continuidade à
“expressiva trajetória de crescimento”. Em 2007, economias em
desenvolvimento devem crescer, em média, 5,9% (contra 6,5% do ano
anterior). Já as de países em transição crescerão 6,5% (ao contrário
dos 7,2% de 2006).
O relatório destaca o desempenho de China e Índia entre os países
em desenvolvimento. Através do que classifica como um “crescimento alto
e sustentável”, o estudo atribui a estas nações a capacidade de
beneficiar aquelas com quem mantêm relações comerciais, principalmente
às da Comunidade dos Estados Independentes (organização criada em 1991
e da qual fazem parte 12 das 15 repúblicas que formavam a antiga União
Soviética).
Fonte: http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2699256&sub=Economia








