Economia brasileira crescerá 4,2% neste ano, estima CNI
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para cima a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007.
De
acordo com as novas projeções, a economia brasileira terá uma expansão
de 4,2% neste ano. No início de 2007, a estimativa era que o PIB
cresceria 3,4%. A previsão para a expansão do PIB industrial foi
reduzida de 4,2% para 4%, inferior, portanto, à media geral da
economia.
Conforme o Informe
Conjuntural divulgado hoje, duas razões explicam o maior otimismo com o
desempenho da economia: a mudança de metodologia de cálculo adotada
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o
dinamismo maior que o esperado da economia no primeiro trimestre deste
ano.
Para a indústria, no
entanto, as previsões são menos otimistas. "Diferentemente de 2000 e
2004, anos de forte crescimento econômico, a indústria, em especial a
de transformação, não vai liderar o crescimento. Pelo contrário,
crescerá aquém da média nacional", diz o Informe Conjuntural. Isso,
segundo os técnicos da CNI, mostra que a melhora da situação da
economia não se espalhou por todos os setores da produção. "Na
indústria, por exemplo, o crescimento da produção e do emprego é
concentrado em um número reduzido de setores, com destaque para
alimentos e bebidas, álcool, máquinas e equipamentos, metalurgia e
equipamentos de informática."
Uma das causas das diferenças registradas na
expansão dos diversos setores industriais é a valorização do real
frente ao dólar. "A expressiva valorização do real restringe o
crescimento das exportações e estimula a substituição de produtos
nacionais por importados. Esse efeito do câmbio valorizado é percebido
mais nitidamente em setores intensivos em mão-de-obra e que competem em
mercados internacionalizados", afirma o estudo.
Segundo as expectativas da
CNI, a demanda interna, que deverá aumentar 5,8%, sustentará a expansão
da economia em 2007. Todos os componentes da demanda interna - consumo
das famílias, consumo do governo e formação bruta de capital fixo -
devem expandir-se acima da taxa média do PIB.
O consumo das famílias
deve aumentar 5,2%, ante os 3,7% previstos no final do ano. Caso a
estimativa se confirme, o consumo das famílias contribuirá com 3,1
pontos percentuais na formação da taxa de crescimento do PIB. Esse
cenário, na avaliação dos técnicos da CNI, reflete a melhoria nas
condições de crédito e da renda da população. De acordo com a CNI, o
consumo do governo deverá crescer 4,4% neste ano. Os investimentos, que
no ano passado cresceram 8,9%, deverão aumentar 10,5% neste ano.
"Os novos números não alteram o diagnóstico a respeito do fraco crescimento econômico, principalmente se comparado ao das outras economias emergentes", avaliam os técnicos da CNI. "Nosso desempenho continua limitado pela baixa capacidade de poupança –e, por conseguinte, pela taxa de investimento- e pelo aumento continuado do gasto público", completam os economistas da entidade."
Fonte: http://www.cni.org.br/








