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Educação Corporativa

"Para vencer a concorrência, empresas brasileiras começam a adotar uma estratégia já consagrada nos Estados Unidos: preparar os funcionários para adivinhar o que os clientes desejam. A técnica, que dispensa intuição e bola de cristal, se aprende na escola."

"Conquistar o consumidor é uma arte que requer muita diplomacia.

Mas por trás da boa venda, existe técnica em todos os detalhes. Até na hora de arrumar a prateleira de biscoitos. O repositor Sandro Mota explica porque a marca líder fica na altura do olho. "Porque é mais procurado. O cliente já vem e já vê logo", explica.

As empresas ensinam esses segredos aos empregados há mais de um século, mas o modo de fazer isso mudou. A idéia de tratá-los como máquinas, que sempre fazem a mesma coisa, virou piada e envelheceu.

Agora, um professor vai à empresa e conversa com alunos já bem experientes. Um curso inteiro pode ser feito só para resolver este ou aquele problema. A lição de casa é descobrir como superar a concorrência.

Esse conceito de treinamento nasceu na década de 80, nos Estados Unidos. Lá, é praticado por mais de duas mil companhias.

No Brasil, o número de empresas que adotam a educação corporativa subiu de 10 para 170 na última década, e este número deve crescer 15% até dezembro.

O investimento, em dinheiro ou em número de aulas, não muda necessariamente. A diferença está no objetivo: no treinamento tradicional, o curso é montado para eliminar deficiências dos funcionários. Todos terminam com a mesma capacidade, nivelados inclusive com a concorrência. Na educação corporativa, a empresa identifica que setor precisa ser excelente e desenvolve esta competência nos funcionários.

Um banco não se arrepende do que investiu para educar seus funcionários: R$ 70 milhões, só nos últimos dois anos. "Você foca o treinamento diretamente para a tua necessidade”, explica o superintendente Paulo Aquino.

O banco comparou o desempenho dos seus agentes comerciais. Os que fizeram cursos, como Débora, vendem 24% mais do que os colegas que ainda não foram treinados. "Já sei o que ele quer, o que ele precisa, ou se ele não sabe o que quer, eu já estou entendendo”, diz a agente comercial Débora Mertens.

Débora pertence a uma nova geração de funcionários, que conhece os atalhos para o coração dos clientes. Habilidade indispensável para vencer a concorrência nesses tempos modernos."


Fonte: http://jg.globo.com/JGlobo/0,19125,VTJ0-2742-20060822-238872,00.html - 23/8/2006

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