Em um mês, exportador poderá se beneficiar de novo regime tributário
Em um mês, os exportadores brasileiros poderão beneficiar-se do regime conhecido como "drawback verde-amarelo".
Em um mês, os exportadores brasileiros poderão beneficiar-se do regime
conhecido como "drawback verde-amarelo", pelo qual poderão comprar
embalagens, matérias-primas, partes e peças no país sem pagar o Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI), quando se destinarem à produção
de mercadorias para venda no exterior. Anunciado com a nova política
industrial, em maio, o drawback verde-amarelo ainda não tinha sido
regulamentado. A nova regulamentação será anunciada oficialmente na
próxima semana, pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento.
Hoje,
há uma média de 1,3 mil operações de drawback em vigor, em média, por
mês. O Ministério do Desenvolvimento calcula que esse número subirá
para 5 mil a partir de outubro, com a entrada em vigor do novo regime.
A medida era uma das mais esperadas pelos exportadores, que cobravam
sua regulamentação.
O governo calcula usar R$ 34 bilhões até
2010 em programas para garantir o aumento das exportações brasileiras e
a diversificação de empresas e mercados de exportação do Brasil,
segundo anunciaram ontem o secretário de Comércio Exterior, Welber
Barral, e o presidente da Agência Brasileira de Promoção de exportações
(Apex), Alessandro Teixeira. Eles divulgaram ontem a "estratégia
brasileira de exportação", relacionando, pela primeira vez, todos os
programas e projetos de governo para apoio ao comércio externo, a cargo
de mais de 40 órgãos e bancos públicos.
Dessa quantia, quase US$
12 bilhões se destinam a obras para eliminar os gargalos nos portos e
em estradas nas regiões mais remotas, usadas por exportadores. São
obras já previstas nos programas do Ministério dos Transportes e da
Secretaria Especial de Portos, como o Programa Nacional de Dragagem de
Portos, que aumentará o calado de terminais portuários nos Estados do
Sul e do Sudeste. Somam US$ 4,2 bilhões os financiamentos e projetos
para estimular exportadores a aumentar o valor agregado de suas
mercadorias, deixando de vender matérias-primas para exportar bens
industrializados.
A "estratégia", lançada como mais uma
iniciativa para aumentar a participação das exportações brasileiras no
comércio mundial, dos 1,27% atuais para 1,25%, inclui medidas para
promover a exportação de serviços. Antes do primeiro semestre de 2009,
o governo iniciará um sistema informatizado de registro das vendas
externas de serviços, semelhante ao que é o Siscomex para as
exportações de mercadorias, que permitirá ao país ter um inédito
detalhamento da balança de serviços brasileira, com a identificação dos
serviços mais exportados e importados, e a variação do comportamento
desse mercado.
As exportações brasileiras de serviços somam,
hoje, 0,7% do total mundial e a meta do governo é alcançar 1% até 2010,
com investimento de US$ 1 bilhão do setor público nessa tarefa.
As
pequenas e médias empresas têm tratamento especial, e serão alvo de
programas para ampliar em pelo menos 10% o número de companhias hoje
dedicadas às vendas ao exterior. "O principal desafio é dar acesso a
tecnologia, aumentar a competitividade dessas empresas", comentou o
presidente do Serviço de Apoio à Pequena e Microempresa (Sebrae), Paulo
Okamoto.
Segundo anunciou Welber Barral, o Ipea está encarregado
de elaborar indicadores de desempenho para os órgãos encarregados das
metas da estratégia exportadora. A coordenação das atividades anunciada
ontem também dará maior transparência para as ações do governo, para
responder às críticas de empresários que reclamam da dificuldade em
conhecer os programas do governo e as linhas de financiamento à
disposição dos interessados em vender ao exterior.
"O governo
anunciou a meta de aumentar as exportações e está dando satisfação de
que vai chegar lá com coordenação forte e um novo modelo de
implementação", comentou Alessandro Teixeira, da Apex.
Fonte: Sistema de Informações IEA/Funcex/Valor Econômico








