Emprego na indústria nacional fica estável em 2006
RS, PR e região Nordeste tiveram os piores desempenhos no ano passado
O nível de emprego na indústria nacional permaneceu inalterado em 2006,
depois de uma expansão de 1,1% um ano antes e de um incremento de 1,8%
em 2004. Houve redução no contingente de trabalhadores em oito das 14
áreas e 10 dos 18 setores pesquisados pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) em sua Pesquisa Industrial Mensal de
Empregos e Salários. No mês de dezembro, porém, houve queda no patamar
do emprego.
No acumulado do ano, entre as áreas onde ocorreram
enxugamento do quadro de empregados, as pressões mais expressivas
partiram dos Estados do Rio Grande do Sul (-8,4%), Paraná (-2,1%) e
região Nordeste (-0,9%). Em compensação, os melhores desempenhos
ficaram com a região Norte e Centro-Oeste (9,8%), com São Paulo (0,9%)
e com Minas Gerais (0,7%).
Na média nacional por segmentos, os
setores que mais dispensaram funcionários foram os de Calçados e
artigos de couro (-13%), Máquinas e equipamentos (-6,3%) e Vestuário
(-5,4%). No entanto, os ramos Alimentos e bebidas (8,2%), Refino de
petróleo e produção de álcool (14%) e Máquinas, aparelhos
eletroeletrônicos e de comunicações (4,3%) apresentaram os melhores
quadros em 2006.
Apenas
na passagem de novembro para dezembro último, o IBGE acusou queda de
0,3% nos empregos da indústria nacional, comparativamente a novembro,
em termos dessazonalizados. Foi a terceira retração mensal consecutiva
desse indicador.
Relativamente ao mês final de 2005, o nível de
emprego industrial verificou, no entanto, expansão de 0,8%, com o sexto
resultado positivo sucessivo. Também foi a marca mais expressiva desde
julho de 2005 (1,2%). Nesse confronto, 10 dos 14 locais estudados e 12
dos 18 segmentos avaliados contrataram mais do que demitiram.
Sobressaíram-se alimentos e bebidas (7,2%), refino de petróleo e
produção de álcool (16,9%) e meios de transporte (2,4%).
– A
região Norte e Centro-Oeste (8,6%), São Paulo (1,3%) e a região
Nordeste (1,5%) exerceram as contribuições positivas mais
significativas para o total do país. No primeiro local, os principais
destaques, entre os 10 ramos que cresceram, foram observados em
alimentos e bebidas (25,1%) e madeira (8,1%) – ressaltou o IBGE.
Fonte: www.clicrbs.com.br








