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Empresários comemoram vendas na Casa Brasil

Dezesseis empresários do setor moveleiro de Minas Gerais que expuseram na Casa Brasil, em Bento Gonçalves (RS), comemoram vendas de aproximadamente R$ 180 mil e uma expectativa de negócios futuros de R$ 290 mil.

O evento é focado em alta decoração e foi realizado entre os dias 21 e 25 de setembro.

Outros 30 empresários visitaram a feira nas missões organizadas pelo Sebrae e conheceram tendências e inovações do setor. Nos dois primeiros dias do evento, Anselmo Baltazar Fonseca, da Prisma Móveis, vendeu o equivalente a R$ 25 mil. Anselmo participa do projeto de desenvolvimento da indústria moveleira de Carmo do Cajuru, região central de Minas Gerais. Apoiado pelo Sebrae Minas, o projeto inclui ações de capacitação gerencial e acesso a novos mercados. Entre elas, consultorias de design para diferenciar os produtos, cursos de gestão financeira e de fortalecimento do cooperativismo, participação em feiras e missões empresariais etc.

“As feiras dão sustentabilidade aos negócios. Trabalhamos com representantes comerciais e nesses eventos podemos mostrar nossos produtos ao mercado”, destaca Anselmo, que está há 10 anos no ramo. Engenheiro mecânico, o empresário trabalhou durante 15 anos em uma indústria metalúrgica. “Resolvi ter meu próprio negócio e investi no setor mais tradicional da minha cidade: o moveleiro”, conta.

A Prisma Móveis emprega 38 pessoas e tem um produção mensal de 600 peças. “Trabalhamos com produtos top de linha e estamos direcionando cada vez mais o atendimento para a Classe A.” A empresa é especializada em salas de jantar, camas e racks. O principal mercado consumidor da empresa está no sudeste do país. “Temos representações também no sul, em três estados do nordeste e em Brasília”, informa Anselmo.

Diferencial
Vitor Souza levou para a Casa Brasil móveis feitos sob medida, característica que distingue o pólo moveleiro de Cruzília, pequena cidade do sul de Minas com 18 mil habitantes. “Trabalhamos principalmente com o MDF, material feito a partir da fibra de madeira de florestas renováveis”, destaca. O pinus é a matéria-prima mais utilizada, comprada de fornecedores do sul do país. A madeira bruta, utilizada em menor escala, é comprada em Rondônia.

Para expandir os negócios, Vitor conta que os empresários ligados à Associação Moveleira de Cruzília pensam em aderir à produção em série. “É uma tendência que está em discussão”, conta. A associação reúne 13 empresas, mas a região concentra em torno de 40 marcenarias, segundo o empresário, dono da Móveis Julimar e vice-presidente da entidade.

Tradicional no município, a marcenaria é atividade passada de pai para filho e teve origem na família Souza. “Meu avô fazia janelas e carros-de-boi para os fazendeiros da região. Ele ensinou o ofício ao meu pai, que o transmitiu para os filhos”, lembra. Há 20 anos, Vitor investiu no próprio negócio. Ele emprega 12 pessoas e vende a produção principalmente para clientes do Rio de Janeiro e São Paulo.

É a primeira vez que os empresários de Cruzília participam de uma feira. “Estamos otimistas”, frisa Souza. O empresário destaca que o projeto realizado pelo Sebrae Minas no pólo moveleiro vem contribuindo para aprimorar a atividade. “A formação de custos foi um dos principais resultados desse trabalho. Nos cursos oferecidos pelo Sebrae aprendemos a calcular o preço de venda, o que era uma dificuldade para a maioria de nós”, atesta.

Fonte: http://www.sebraeminas.com.br/geral/VisualizarDestaque.aspx?Cod_destaque=4290 - 29/8/2007

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