Empresários defendem maior aproximação entre Brasil e EUA
A seção brasileira do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (CEBEU), coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), propõe uma agenda para aproximar ainda mais os dois países.
"Os empresários brasileiros
querem contribuir para reforçar a cooperação entre o Brasil e os
Estados Unidos. Por isso, a seção brasileira do Conselho Empresarial
Brasil-Estados Unidos (CEBEU), coordenada pela Confederação Nacional da
Indústria (CNI), propõe uma agenda para aproximar ainda mais os dois
países. O documento intitulado Brasil-EUA: Uma Agenda Estratégica para
as Relações Bilaterais destaca que as negociações com os Estados Unidos
devem ser consideradas estratégicas na política externa brasileira.
Além disso, o assunto será debatido na 25ª Reunião Plenária anual do
CEBEU, marcada para 5 de dezembro, em São Paulo, na sede Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Com o tema Agenda Brasil -
Estados Unidos: Desafios para o Novo Governo e Comunidade Empresarial,
o evento discutirá as relações bilaterais em áreas como energia,
inovação, comércio e investimentos.
'Os Estados Unidos são importantes como parceiro comercial, como origem
dos fluxos de investimento direto estrangeiro, como fonte de
financiamento e como destino relevante para o processo de
internacionalização das empresas brasileiras', diz a Agenda do CEBEU. O
estudo lembra que o mercado norte-americano absorve 30% do total das
exportações brasileiras de produtos industrializados e que as duas
economias têm um bom grau de complementaridade.
'O mercado norte-americano para produtos em que o Brasil tem vantagens
comparativas é o dobro do que representa a União Européia', destaca o
documento. Por isso, a relação com os Estados Unidos deve se aprofundar
e trazer maiores benefícios para a economia brasileira, afirma o
presidente do CEBEU, Henrique Rzezinski.
A agenda proposta pelos empresários brasileiros sugere que os dois
países busquem avanços nas negociações comerciais, na reforma da
Organização Mundial do Comércio (OMC), nas questões de energia e na
cooperação política na América do Sul. Propõe ainda que Brasil e
Estados Unidos negociem acordos em temas importantes para o ambiente de
negócios.
'O setor privado pode contribuir e facilitar as negociações', afirma
Rzezinski, destacando que a participação dos empresários é importante
para fortalecer as relações entre os dois países. O documento do CEBEU
sugere a criação de um mecanismo público-privado de monitoramento da
implementação da agenda, com definição de metas, prazos e atribuição de
responsabilidades."
Fonte: http://www.global21.com.br/materias/materia.asp?cod=13414&tipo=noticia / CNI - 20/11/2006








