Empresas confirmam investimentos de 2007 e 42% planejam aplicar mais
Segundo CNI, 85% dos investimentos prometidos pra 2007 se concretizaram. Investimentos previstos para 2008 buscam atender mercado interno, diz entidade.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou nesta
quarta-feira (21) que 85% dos investimentos previstos pelas empresas
para o ano de 2007 se concretizaram, total ou parcialmente, e
acrescentou que 42% das companhias consultadas planejam novas compras
de máquinas e equipamentos no próximo ano. A Sondagem Especial da CNI é
fruto de pesquisa feita pela CNI entre 27 de setembro e 8 de novembro
com 1.655 empresas de todo o país, sendo 904 pequenas, 506 médias e 245
grandes companhias.
"Neste ano, 86%
das empresas planejaram investir. Dos investimentos previstos, 85%
foram realizados total ou parcialmente. As grandes empresas foram as
que mais investiram. Duas em cada três grandes empresas realizaram os
investimentos tal como planejados e apenas 4% tiveram seus
investimentos cancelados ou adiados", informou a CNI na Sondagem
Especial. No caso das pequenas empresas, porém, 21% dos investimentos
planejados neste ano não se concretizaram porque elas decidiram
"reavaliar a demanda" ou pelo "alto custo do projeto".
Para
o próximo ano, a CNI informa que 42% das empresas industriais planejam
investir na compra de máquinas e equipamentos, que são necessários para
ampliar a sua produção. A entidade informou que as grandes empresas,
novamente, são as mais dispostas a investir. Nas pesquisas de 2005 e
2006, segundo informou a CNI, o percentual de empresas que pretendiam
ampliar investimentos foi "significativamente menor", próximo de 30%.
"Outra
característica bastante particular dos investimentos para 2008 é que
eles são voltados, basicamente, para atender à demanda interna. A
participação dos investimentos para atender, prioritariamente, o
mercado externo reduziu-se à metade nos últimos três anos. O forte
crescimento do mercado interno, e a contínua valorização do real [queda
do dólar] - que leva à perda de competitividade dos produtos
brasileiros no mercado internacional - explicam esse movimento",
informou a CNI.
Impacto na inflação
Em cinco setores, de acordo com informações da entidade, a capacidade produtiva está menor do que a demanda prevista para 2008. São eles: álcool, máquinas e equipamentos, outros equipamentos de transporte, produtos de limpeza e perfumaria e minerais não-metálicos.
Apesar
destes setores informarem que a sua capacidade de produção está aquém
da demanda, economistas da CNI não estão preocupados com um possível
reajuste de preços - que poderia ser resultado da procura por estes
produtos.
"Estes setores são
justamente os que mais investiram em 2007 e que planejam investir mais
no próximo ano. O risco de inflação é residual", disse Paulo Mol.
Segundo Flávio Castelo Branco, chefe da Unidade de Política Econômica
da entidade, o empresário decide investir quando sente que a demanda é
crescente.
Segundo
a CNI, os setores que estão mais dispostos a investir em máquinas
e equipamentos no próximo ano são: refino de petróleo, produtos
farmacêuticos, outros equipamentos de transporte, produtos de metal,
veículos automotores e equipamentos médico-hospitalares.
Já os sestores econômicos menos predispostos a investir na produção no próximo ano são: calçados, couro, madeira, móveis, papel e celulose e têxteis - notadamente aqueles que mais sentiram a queda do dólar neste ano.
Por Alexandro Martello








