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Escritórios personalizados e aconchegantes

O arquiteto Dado Castello Branco tem se deparado, cada vez mais, com o desafio de criar ambientes acolhedores, funcionais e personalizados, de acordo com a área de atuação da empresa.

Arquiteto especializado em projetos corporativos de alto padrão, Dado Castello Branco tem se deparado, cada vez mais, com o desafio de criar ambientes acolhedores, funcionais e personalizados, de acordo com a área de atuação da empresa. "Se antes, um cliente deixava a responsabilidade de um projeto exclusivamente nas mãos de um profissional, hoje quer participar das diversas etapas - da cor das paredes ao mobiliário - enfim, está mais exigente na hora de contratar os serviços de um arquiteto", diz Dado Castello Branco, que acaba de fazer o projeto do family office da Janos, empresa que administra os bens dos proprietários da fabricante de cosméticos Natura.

Ambientes internos e a decoração passaram a ser um fator de extrema importância para a imagem de uma empresa. "É como se fossem seu cartão de visita. Deve ser acolhedor e refletir a imagem do lugar", diz a decoradora Camilla Matarazzo, que viu seu portfólio aumentar nos últimos meses, graças a empresários que procuram personalizar seus escritórios. Camilla observa que se existe uma tendência hoje na decoração de ambientes de trabalho, ela foge do branco, traz lâmpadas quentes e iluminação em diversas alturas.

"Mas há regras. Claro que o projeto de um banco vai ser diferente do que faria para uma agência de publicidade", diz a decoradora, que atende a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), entre várias outras empresas. Camilla diz que o grande desafio hoje no Brasil é conseguir uma cartela de cores diversa do azul e do cinza para o revestimento de móveis e para carpetes. "Quando percebo que não vou ter muitas possibilidades de cor, trato de procurar mobiliários diferenciados, que deixem o ambiente leve e personalizado."

A decoradora observa que seus clientes têm encomendado, com mais freqüência, ambientes coloridos e bem-humorados. "Dá para brincar com as cores, e mesmo assim deixar sóbrias as dependências de uma empresa, caso essa seja uma necessidade."

Um outra tendência que tem observado é o escritório panorâmico, com salas fechadas com divisórias de vidro. "A transparência é sempre bem-vinda. No caso, isola acusticamente e funciona esteticamente."

Dado Castello Branco conta que, além de ambientes acolhedores, seus clientes têm feito uma exigência: querem áreas de convivência, nas quais possam se encontrar do boy ao presidente da empresa. "Nestes locais tento usar marcenaria integrada de madeira de demolição, para que se apresentem mais aconchegantes", diz. "Já num escritório fechado, uma bela estante de livros pode funcionar muito bem para a criação de um clima menos impessoal", diz o arquiteto, que ainda personaliza ambientes empresariais com uma linha de móveis desenhada em seu escritório. Mas a base de qualquer decoração é a cor das paredes, conforme diz Castello Branco. "Ajudam a criar um clima determinado." Paola Vieira, gerente de cor e marketing da Tintas Coral, diz que virou tendência pintar paredes de azul pastel, violeta, laranja com tons de terra, entre outras cores que fujam da obviedade. "Mesmo clientes que se decidem por cores mais clássicas, como o cinza, procuram combinações com outras mais alegres, como um amarelo pastel, por exemplo." Paola observa que apesar de importante num projeto empresarial, a cor da parede nunca deve ser protagonista. "Mas isso não é uma regra. No caso de uma produtora de vídeo, freqüentada por um público moderno, por exemplo, claro que esta regra pode e deve ser revista."

Se os campeões de vendas da Tintas Coral para ambientes corporativos, durante muito tempo, foram o branco, o gelo e o bege, hoje a empresa passou a criar em seus laboratórios cores mais cítricas, mas sempre puxadas para o pastel e o neutro. "As paredes de um escritório têm um papel funcional em transmitir calma. Até o violeta neste caso é bem-vindo", diz Paola, que dá uma dica: "Nunca use mais de duas cores no mesmo ambiente."

"A cor pode ser valorizada e reforçada com uma iluminação adequada", segundo Camilla Matarazzo. Ela diz que, para ambientes pequenos e fechados, sem muita luz natural, uma boa saída é a utilização de mobiliário que traga iluminação embutida. "Há uma certa dificuldade de se encontrar no Brasil este tipo de móvel, mas eles valorizam estações de trabalho", observa. "Além do mais, luzes em diversas alturas podem trazer um charme extra a um determinado espaço", conclui.

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 10)(Alexandre Staut)

Fonte: http://www.gazeta.com.br/integraNoticia.aspx?Param=19%2C0%2C1134644%2CUIOU

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