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Estado perde representatividade nas vendas ao exterior no setor moveleiro

As exportações brasileiras de móveis cresceram 11,6% em 2010, segundo dados divulgados ontem pela Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) e o Centro Gestor de Inovação Moveleiro. O aumento é inferior às previsões da Movergs, que no primeiro semestre daquele ano apontavam alta de 19%.

A participação do Estado no total das exportações moveleiras diminuiu em 5,5%. Os índices ruins nas esferas federal e estadual, segundo o presidente da Movergs, Ivo Cansan, têm origem no aumento da taxa cambial e do custo dos insumos, que cresceram mais que a inflação. O Estado sofre também com uma logística de transportes mais cara e com o custo de trazer insumos do centro do País. "Enquanto estados como Santa Catarina não possuem tantos pedágios, os nossos têm um valor significante", diz Cansan, que ainda reclama dos aumentos no custo do frete.

Todos esses problemas influem no custo final para o importador, que, caso não ache o preço atrativo, pode optar por trocar de fornecedor. Foi o caso dos Estados Unidos e Países Baixos, cujas importações de móveis brasileiros tiveram crescimento negativo de -10% e -21,2%, respectivamente. Esses países reduziram as importações brasileiras porque optaram pela China e Leste Europeu. Os que optam por comprar no País importam de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Sem condições de produzir móveis a preços baixos, as indústrias gaúchas resolveram agregar valor a seus produtos: "Não temos como competir com commodities. Ou buscamos diferenciação ou não temos como competir mais", explica Cansan. Tal estratégia produz resultados curiosos. Apesar de ser a maior importadora de móveis brasileiros, a Argentina, que consome móveis populares, é menos relevante para as exportações gaúchas do que o Reino Unido. Outro mercado importante é o canadense: "O Canadá tem um nicho de mercado hoteleiro e compra daqui porque temos valor agregado", diz.

 

Os dados de exportação e importação do Rio Grande do Sul podem ser encontrados no www.cgimoveis.com.br

 

Fonte: Jornal do Comércio (18/01/2011)

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