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EUA suspendem taxa de importação de aço brasileiro

A Comissão Internacional de Comércio Exterior dos EUA suspendeu nesta quinta-feira as tarifas de importação sobre dois tipos de aço do Brasil e de mais dez países.

"A medida desagradou à indústria siderúrgica doméstica americana, que vê concorrência desleal no setor. O governo afirma que não haverá prejuízo aos fabricantes norte-americanos.

A isenção incidirá sobre chapas grossas, largamente empregada na indústria automotiva, de Brasil, Alemanha, Bélgica, Espanha, Finlândia, México, Polônia, Reino Unido, Romênia, Suécia e Taiwan. A comissão aprovou ainda a suspensão de tarifas sobre aço resistente à corrosão cobradas desde 1993 de Austrália, Canadá, França e Japão, mas negou o benefício à Alemanha e à Coréia do Sul.

O pedido foi feito pelas montadoras Ford, General Motors, DaimlerChrysler, Honda, Nissan e Toyota. As empresas dizem ter sido forçadas a pagar US$ 3 bilhões desde 2004 devido a preços inflados artificialmente no mercado americano.

As siderúrgicas argumentam que precisam das tarifas para se recuperar da "crise desastrosa dos anos 1990 e início dos anos 2000", quando a competição internacional derrubou o preço do aço nos EUA. Entre 1997 e 2004, 45 siderúrgicas faliram - 40% do total nos EUA- e cerca de 85 mil trabalhadores perderam o emprego em seis Estados. As discussões envolvem tarifas conhecidas como antidumping e compensatórias sobre o aço. A cada cinco anos a comissão decide se a revogação prejudica fabricantes dos EUA.

Os impactos nas exportações brasileiras ainda não podem ser mensurados em números, na opinião do vice-presidente do IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia), Marco Polo de Mello Lopes. "Mas é um item muito importante da nossa pauta de exportações." Segundo Lopes, a partir de 1993 as sobretaxas cumulativas inviabilizaram as exportações de chapas grossas aos EUA. "O que ficou foi meramente residual." O Grupo Gerdau informou, por assessoria de imprensa, que está analisando o tema."


Fonte: http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2693450&sub=Economia - 15/12/2006

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