Exportação brasileira avança menos que média mundial
O Brasil é um dos países que registram maior desaceleração no ritmo de crescimento das exportações no terceiro trimestre, provavelmente refletindo o real valorizado, de acordo com fontes próximas da Organização Mundial do Comércio (OMC).
As
exportações brasileiras aumentaram 8,8% em dólar entre julho-setembro,
enquanto o comércio mundial cresceu 14% em valor comparado ao mesmo
período do ano passado. Até recentemente, as vendas brasileiras em
valor sempre estavam acima ou muito próximas da média mundial.
Enquanto
o ritmo das exportações caía, as importações brasileiras aceleraram e
cresceram 30,8%. A OMC divulgou ontem dados mais amplos sobre
exportações e importações entre os seus 150 países membros. Nos Estados
Unidos, o dólar fraco comprovou ser de grande ajuda para a economia,
tornando as exportações americanas mais atrativas num momento em que os
gastos dos consumidores diminui e o mercado imobiliário está em crise
no país.
As exportações dos EUA cresceram 12,8% no terceiro
trimestre em valor, enquanto as importações subiram apenas 3,3%. As
exportações representaram um terço do crescimento econômico de 3,9% nos
EUA no período e sustentam os lucros de muitas companhias americanas,
segundo o "The Wall Street Journal".
Na Europa, a preocupação é
grande sobre a situação cambial, porque o dólar fraco força os
exportadores europeus a escolher entre aumentar o preço na moeda
americana ou aceitar menos euros por seus produtos.
Mesmo assim,
a Alemanha fechará o ano como principal exportador global, já que mais
da metade de suas exportações vai para outros países da zona do euro.
No terceiro trimestre, as exportações alemães tiveram alta de 17,9% e
as importações em 13%. A China superou os EUA desde o começo do ano
como segundo exportador mundial e o ritmo de suas vendas continua sendo
enorme. No terceiro trimestre as exportações subiram 26,1% em valor e
as importações também aumentaram para 20,7%.
Quanto ao comércio
em volume, que dá uma visão mais real do desempenho dos países, a OMC
continua apostando numa alta de 6% este ano, ainda assim abaixo dos 8%
do ano passado.
A queda gigantesca do dólar americano preocupa
boa parte dos países. As autoridades americanas falam na importância do
"dólar forte", mas parecem contentes com a descida da moeda. Só que
aumenta também a desconfiança de investidores.
Fonte: Sistema de Informações IEA/Funcex/Valor Econômico








