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Exportação já preocupa Fazenda

O comportamento negativo das exportações no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre é fonte de preocupação no Ministério da Fazenda.

O comportamento negativo das exportações no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre é fonte de preocupação no Ministério da Fazenda, disse uma fonte ao Estado. Apesar de já se esperar um resultado negativo, a queda de 2,1% foi surpreendente. De qualquer forma, a avaliação na Fazenda é que o governo já tomou medidas para reverter no médio prazo esse comportamento do setor externo, que foi decisivo para a desaceleração da economia no primeiro trimestre de 2008.

Outro ponto que chamou a atenção da Fazenda foi o dado do consumo do governo. "Esse é um ponto a se investigar melhor", disse a fonte. As análises iniciais, que foram mencionadas pelo próprio ministro Guido Mantega, apontam que esse indicador pode ter sido influenciado pelo desempenho fiscal de Estados e municípios, que não fizeram aperto em seus gastos como o governo federal, e também por questões metodológicas que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considera para calcular o consumo governamental.

A mesma fonte destaca que o comportamento desse dado das contas nacionais é volátil e que o resultado do primeiro trimestre provavelmente é pontual.

Na visão do Ministério da Fazenda, nos próximos dois trimestres o PIB deverá ter taxas ligeiramente acima dos 5,8% verificados nos três primeiros meses do ano, rondando na casa de 6% no acumulado em 12 meses. Mas no quarto trimestre a economia deve ter uma desaceleração forte, influenciada pelo efeito estatístico (já que o quarto trimestre de 2007 é uma base forte de comparação) e pelo efeito mais poderoso das medidas de contenção do ritmo da demanda interna, inclusive a alta na taxa básica de juros.

Com essa desaceleração, a Fazenda estima que o PIB feche o ano com um crescimento de 5%. Embora Mantega tenha dito que os 5% também são factíveis para 2009, as ameaças à economia mundial, com a disparada do petróleo, deixam a equipe econômica com maior incerteza para em relação à continuidade de um cenário tão favorável de expansão da economia.

Fonte: Sistema de Informações IEA/Funcex/O Estado de São Paulo

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