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Exportações alemãs têm maior alta em quatro anos em setembro

BERLIM (Reuters) - As exportações da Alemanha saltaram 6,6 por cento em setembro, no ritmo mais rápido em mais de quatro anos.

"O resultado ressalta o fortalecimento da maior economia da Europa no terceiro trimestre.

O Gabinete Federal de Estatísticas divulgou nesta quarta-feira que o superávit comercial alemão subiu, em valores ajustados sazonalmente, para 15 bilhões de euros (19,14 bilhões de dólares), ante 12,4 bilhões de euros em agosto. O saldo em setembro foi impulsionado por números de última hora do mês anterior.

'Esses são números muito bons. Eles confirmam que o crescimento econômico no terceiro trimestre foi apoiado pelo comércio exterior', disse Ulrike Kastens, economista do Sal. Oppenheim.

Kastens previu que a economia alemã cresceu 0,9 por cento no trimestre, equiparando performance registrada no segundo trimestre.

Outros números recentes da economia alemã também apoiaram as previsões de crescimento no terceiro trimestre. Na terça-feira, dados do Bundesbank mostraram produção industrial entre julho e setembro em alta de 2,6 por cento.

As exportações da Alemanha somaram um recorde de 79 bilhões de euros em termos ajustados sazonalmente, ganho de 6,6 por cento mês a mês. As importações totalizaram 64 bilhões de euros, também um recorde, uma alta de 3,8 por cento na mesma comparação.

O crescimento mensal das exportações foi o maior desde junho de 2002, informou um porta-voz do gabinete de estatísticas.

A média de previsões apurada pela Reuters junto a 26 economistas na semana passada era de superávit de 13,1 bilhões de euros. As exportações, segundo a média das estimativas, deveriam subir 1 por cento e as importações 0,3 por cento.

Segundo cálculos da Reuters baseados nos dados do governo, as exportações alemãs no terceiro trimestre subiram 5 por cento em relação ao trimestre anterior. As importações avançaram 4,8 por cento no período.

Nos primeiros nove meses de 2006, as vendas externas subiram 12,8 por cento, com compras crescendo 18,1 por cento."



Fonte: http://br.today.reuters.com/news/newsChannel.aspx?type=businessNews - 08/11/2006

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