Exportações de máquinas dobram em cinco anos
Os dados consolidados de 2006 da
Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq)
confirmam as projeções do estudo econométrico divulgado no final do ano
passado. De fato, a indústria de bens de capital mecânicos apresentou
queda nas principais variáveis econômicas, como faturamento (-1,9%),
com R$ 55,8 bilhões faturados, consumo aparente (-0,6%), nível de
utilização da capacidade instalada (-1%) e emprego (-2%).
Já as exportações apresentaram elevação de 12,4%, ao totalizarem US$
9,6 bilhões, em 2006. De acordo com esse resultado, o setor mais que
dobrou o volume das vendas externas, nos últimos cinco anos, uma vez
que em 2002 o total era de US$ 3,7 bilhões.
O presidente da Abimaq, Newton de Mello, destaca, no entanto, que as
vendas externas vêm apresentando desaceleração desde o início de 2005,
quando registrava crescimento acima de 40% nessa variável. A principal
razão desse decréscimo contínuo, a seu ver, é a desvalorização do dólar
frente ao real, que tira a competitividade do produto nacional no
mercado externo. “Esses resultados ainda positivos são reflexo dos
esforços do fabricante nacional de um produto de difícil penetração e
exposição no exterior, que mantém espaços duramente conquistados no
mercado internacional”, afirma.
Na prática, os dados de exportações são os responsáveis para que o
setor não tivesse resultados globais ainda piores em 2006. Além disso,
o crescimento contínuo das exportações de máquinas e equipamentos
coloca o Brasil entre os players mundiais de máquinas, ocupando a 20ª.
posição entre os exportadores globais, de acordo com estudo da
entidade. Os líderes desse ranking são a Alemanha, Estados Unidos,
Japão, Itália e Reino Unido.
No mercado brasileiro, a indústria de máquinas ocupa a segunda
colocação entre os principais grupos de produtos manufaturados
exportados pelo País, perdendo apenas para material de transportes. Os
principais destinos das exportações do setor são Estados Unidos, com
US$ 2,7 bilhões, 28% de participação e 12,5% de crescimento, contra
2005; Argentina, com US$ 1,2 bilhão, 12% de participação e 19,5% de
crescimento. O terceiro colocado é a Alemanha, com US$ 610 milhões, 6%
de participação e 12% de crescimento. Esses países são seguidos por
México, Reino Unido, Venezuela, Chile e China.
Com as importações totalizando US$ 9,8 bilhões, e crescimento de 15,9%,
a balança comercial do setor volta a ficar ligeiramente deficitária,
após ter atingido pequeno superávit em 2005, quando as exportações
foram de US$ 8,6 bilhões e as importações, US$ 8,5 bilhões.
Embora as importações apresentem crescimento um pouco superior às
exportações, mantêm a média de 39% de participação no total de máquinas
consumidas no País. As principais origens das importações são Estados
Unidos, com US$ 2,8 bilhões, 28,5% de participação e 18% de
crescimento; Alemanha, com US$ 1,6 bilhão (16,5% de participação e 5,1%
de crescimento); Itália, com US$ 920 milhões (9% de participação e 28%
de crescimento), Japão, com US$ 855 milhões (8% de participação e 18%
de crescimento) e China, com US$ 527 milhões (5% de participação e 92%
de crescimento).
Fonte: Abimaq








