Exportações em janeiro crescem acima da previsão
A balança comercial brasileira fechou o mês de janeiro com exportações de US$ 10,963 bilhões
O recorde histórico para este período e que representa um aumento de 18% em relação ao ano anterior - superior à meta de crescimento prevista para o ano (11%). “Dos US$ 14 bilhões em exportações que pretendemos crescer em 2007, US$ 1,7 bilhão já foi obtido só neste primeiro mês”, afirmou o secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat, em coletiva à imprensa.
Segundo o secretário, este aumento expressivo e até inesperado das vendas externas se deve a um aumento de quantidades embarcadas, mas principalmente por conta da alta do preço de alguns produtos no mercado internacional, como é o caso do suco de laranja congelado (+75%).
As importações também cresceram a taxas superiores à prevista inicialmente e apresentaram aumento de 31% em relação a janeiro de 2006, totalizando US$ 8,470 bilhões. Para o secretário este movimento não preocupa o governo, uma vez que as importações de matérias-primas e componentes – o maior volume das compras externas - são benéficas para a economia brasileira. “Esse aumento não significa que o governo brasileiro vai assistir à entrada desleal de produtos aqui no Brasil”, ressaltou ele. Armando Meziat disse ainda que para isso existem as investigações antidumping que vêem sendo feitas pelo Departamento de Defesa Comercial, o DECOM.
O saldo acumulado no mês de janeiro totalizou US$ 2,493 bilhões, inferior ao superávit de 2006 para o mesmo período (US$ 2,821 bilhões). “Daqui para frente a tendência é de que as importações continuem crescendo a taxas superiores às das exportações, o que pode repercutir num superávit menor para o ano” disse Meziat.
Outra tendência verificada nos últimos meses foi a reversão do quadro que apontava um número maior de empresas saindo do comércio exterior em relação às que entraram nesse processo. No último semestre de 2006, segundo os números divulgados hoje, 304 empresas deixaram de exportar, enquanto 618 iniciaram este tipo de operação. “O que percebemos foi que a maior estabilidade da economia fez com que as empresas se adaptassem à atual taxa de câmbio”, explicou o secretário, lembrando que a maior parte das empresas que desiste de exportar é iniciante, na faixa de até US$ 100 mil em vendas.
As três categorias de produto exportadas pelo Brasil registraram valores recordes para os meses de janeiro. No grupo dos manufaturados (US$ 5,781 bilhões) os produtos que mais se destacaram em relação a janeiro passado foram álcool etílico (+177,2%), suco de laranja congelado (+151,9%), polímeros plásticos (+87,7%) e óxidos / hidróxidos de alumínio (+78,8%).
Entre os básicos, o produto mais exportado foi o minério de ferro (+42,4%, para US$ 866 milhões). Outros produtos que tiveram crescimento nas exportações foram milho em grão (+518,2%/ US$ 68 milhões), fumo em folhas (+137%/US$ 64 milhões) e café em grão (+45,6%/US$ 281 milhões). Quanto aos semimanufaturados, o principal responsável pelo aumento nas vendas externas foi açúcar em bruto (+135,9%), couros e peles (+57,1%) e ferros-ligas (+49,1%).
(Maruska Freitas)
Fonte: http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/ascom/noticias/noticia.php?cd_noticia=7350








