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Exportações gaúchas crescem abaixo do índice nacional

As exportações da indústria do Rio Grande do Sul cresceram 8,4% no acumulado de janeiro a agosto, ante o mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 8,4 bilhões e 83% das vendas externas totais do Estado. "Sofremos com a retração na demanda dos mercados desenvolvidos por produtos industrializados mais do que a média nacional. Além disso, possuímos gargalos de infraestrutura que diminuem a nossa competitividade", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre, ao avaliar a balança comercial, nesta quinta-feira (16). O industrial destacou ainda as perdas de rentabilidade decorrentes da taxa de câmbio mais valorizada.

O desempenho da indústria gaúcha ficou bem abaixo da nacional, que teve um incremento de 33% nos embarques, na mesma base de comparação. Essa diferença decorreu da forte expansão dos segmentos ligados às commodities minerais e concentradas em outros Estados. Soma-se a isso um fraco desempenho nos setores de Fumo e de Refino de Petróleo, com quedas de 13,1% e 23,7%, respectivamente. Juntos responderam por 13% das exportações. Com este resultado, o Rio Grande do Sul caiu da terceira para a quarta posição entre os Estados exportadores, ficando atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Os segmentos com melhores performances no acumulado do ano foram Celulose e Papel (37%), com a venda de celulose para China, Coreia do Sul e Argentina; Químicos (35%), envio de polietileno para Argentina, Bélgica e China, e de benzeno para Estados Unidos e Argentina; Metal-Mecânico (26%), com o embarque de veículos automotores, produtos de metal e máquinas e equipamentos para Argentina, Chile, África do Sul e Venezuela.

China, Argentina e Estados Unidos compraram a maioria dos produtos gaúchos, nessa ordem de importância. Apesar dos chineses terem diminuído em 6,3% seus pedidos, receberam 15,7% dos itens enviados ao Exterior pelo Rio Grande do Sul, com destaque para óleo de soja, celulose, carne de frango, produtos químicos e couro. Os argentinos e americanos aumentaram as suas compras em 26,3% e 11,9%, respectivamente.

Já as importações de produtos industrializados do Estado, de janeiro a agosto, subiram 48,6% e somaram US$ 8,19 bilhões, ou seja, 96,7% de tudo que o Estado comprou. A maioria das encomendas de produtos intermediários veio da Nigéria e Argélia (óleos brutos de petróleo), enquanto os bens de consumo duráveis chegaram da Argentina (naftas para a petroquímica e veículos automotores). Bens intermediários foram comprados da Rússia e Estados Unidos (adubos e fertilizantes) e autopeças da Espanha e dos Estados Unidos.

Agosto - Quando analisado apenas agosto, ante o mesmo período do ano passado, as exportações industriais gaúchas apresentaram uma majoração de 2,1%, atingindo US$ 1,2 bilhão. Com este resultado, as vendas externas totais do Estado somaram US$ 1,4 bilhão e apresentaram uma queda de 3,4% no mês.

O Estado ficou em sexto lugar entre os maiores exportadores do Brasil. São Paulo permanece na primeira posição, seguido de Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro e Paraná. Os principais destinos dos produtos gaúchos em agosto foram Argentina, China e Estados Unidos.

As importações da indústria, que responderam por 97,2% do que o Rio Grande do Sul comprou, avançaram 23% e chegaram a US$ 1,1 bilhão.

 

Fonte: Global 21 (17/09/2010)

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