Exportações já começam a cair na Ásia
As exportações asiáticas estão diminuindo, num momento em que a demanda dos EUA está em queda e as perspectivas econômicas da Europa se deterioram.
Os dados são um revés para os que advogam a teoria do
"descolamento", que defende que o aumento da demanda nos países da
Ásia, do Oriente Médio e na Rússia compensaria a desaceleração da
economia americana.
As exportações japonesas em junho caíram
pela primeira vez em quase cinco anos. A retração foi de 1,7% em
relação ao mesmo mês do ano passado, sendo que isso aumenta a
possibilidade de que o Japão registre uma contração econômica no
segundo trimestre.
As exportações de Hong Kong caíram pela
primeira vez em mais de dois anos, com a diminuição de embarques para a
China continental, para o Japão e para os EUA. A queda de 0,6% em
junho, quando comparado ao mesmo mês do ano passado, se seguiu ao
crescimento de 10,3% registrado em maio.
Em Cingapura, o Banco Central disse haver um "risco significativo de queda nas exportações".
Na
terça-feira, o Banco de Desenvolvimento Asiático (BDA) divulgou seu
relatório semestral sobre o Leste Asiático (excluindo o Japão) prevendo
que o crescimento regional ficará em 7,6% neste ano, abaixo da
estimativa anterior de 8%. O banco reduziu sua projeção de crescimento
para quase todas as economias do leste asiático.
"O cenário de descolamento está quase em colapso", disse Junko Nishioka, economista para o Japão no Royal Bank of Scotland.
Para
o Japão, o resultado das exportações foi especialmente dramático. Os
embarques para os EUA, país que recebe cerca de 20% de todas as
exportações japonesas, caíram 15% em junho e quase 10% no primeiro
semestre. Os embarques para a Europa caíram 10,3%.
Para
Masamichi Adachi, economista do JPMorgan, a maioria da Ásia já havia
sido afetada pela desaceleração nas principais economias mundiais, ou
seja, "o Japão agora está se deteriorando em linha com as tendências
globais".
Fonte: Sistema de Informações IEA/Funcex/Valor Econômico








