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Fimma pretende inovar para enfrentar a crise

A inovação de produtos e maior competitividade no mercado interno e externo são armas para vencer a crise e o freio momentâneo nas exportações brasileiras de móveis.

A aposta é dos dirigentes e expositores da 9ª edição da Feira Internacional de Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira (Fimma), que começou ontem em Bento Gonçalves e se encerra na próxima sexta-feira.

 

A governadora Yeda Crusius, que esteve pela primeira vez no evento, provocou o segmento a deixar a posição acanhada de apenas 1% do mercado exportador mundial. No Estado, a indústria movimentou quase R$ 4 bilhões em 2008, com geração de 39 mil empregos diretos, o comércio exterior representa 14% do faturamento e registrou recuo de 34% em fevereiro, ante o mesmo mês de 2008.

 

"Somos o oitavo exportador, mas com apenas 1% das vendas. O mercado está todo aberto", sugeriu Yeda. Para a chefe do Executivo, os trunfos envolvem design reconhecido internacionalmente, cuidado com o ambiente - tema da Fimma este ano - e abertura de canais seguros de comercialização.

 

A presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado (Movergs), que promove a feira, Maristela Cusin Longhi, considerou importante a governadora conhecer de perto a mostra para se convencer ainda mais da força da cadeia produtiva ligada ao mobiliário.

 

"O governo precisa estar junto ao setor", ressaltou Maristela. A entidade solicitou adiamento no pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de 21 para 60 dias. A medida ajudaria empresas em dificuldade de capital de giro. Yeda admitiu que há limitações nas ações do governo, que enfrenta queda de 16% nos repasses de impostos federais. Mas apontou como positivo a liberação de créditos de exportações e linha de R$ 100 milhões da CaixaRS para financiamento durante a Fimma. Para ela, a crise é temporária, mas profunda, mas que não impedirá as indústrias de se desenvolver.

 

O presidente da Fimma, Ivo Cansan, reviu a meta de expansão dos negócios na edição e espera repetir o desempenho da edição de 2007, que resultou em contratos projetados em R$ 280 milhões a serem confirmados ao longo do ano.

 

A feira ocorre a cada dois anos no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, em uma área de 57 mil metros quadrados. Cansan destacou que os mais de 35 mil visitantes esperados até dia 27 terão chance de conhecer tendências em materiais, de paineis a acessórios, além de maquinário, principalmente importado. "Quando o mundo voltar a comprar, temos de estar preparados", sinalizou.

 

O dirigente alertou que os avanços no setor são muito rápidos e que a presença na Fimma "encurtará o caminho para a inovação". O público setorial parece reagir. No primeiro dia da feira, o movimento foi 15% superior ao da abertura da edição em 2007.

 

O evento faz a sua parte e promove o Prêmio Inovação. Os vencedores entre as 47 empresas inscritas, número 67% superior ao de 2007, serão conhecidos na noite de quarta-feira (25/3).

 

Para abrir mercado lá fora, hoje e amanhã (24 e 25/3) ocorrem rodadas de negócios entre 76 expositores locais e empresários de 11 países dentro do Projeto Comprador, do programa Brazilian Furniture, parceria com a Agência Brasileira de Promoção a Exportações e Investimento (ApexBrasil).

 

 

Patrícia Comunello

 

Fonte: http://jcrs.uol.com.br

 

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