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Isenção de IPI para o setor moveleiro entra em vigor de imediato, inclusive para os estoques que já estão nas lojas.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem a desoneração, até 31 de março de 2010, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor de móveis. Ele também confirmou a prorrogação do benefício para o setor da construção civil até junho. O fim do benefício para esse setor estava previsto para 31 de dezembro de 2009.

A medida para o setor moveleiro entra em vigor de imediato, inclusive para os estoques que já estão nas lojas. O ministro afirmou que a isenção na construção civil terá um custo fiscal de R$ 686 milhões pelo período adicional de seis meses. A isenção no segmento de móveis custará R$ 217 milhões. Somando os dois casos, a renúncia fiscal chega a R$ 900 milhões.

Segundo Mantega, estão em vigorno Brasil desonerações de R$ 25 bilhões em vários setores. Ao longo da entrevista, ele disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que a Fazenda estude também a possibilidade de reduzir tributos no setor de material escolar.

Mantega explicou que o IPI para móveis de madeira cairá de 5% para zero. Também serão zerados os IPIs sobre os móveis de plástico, aço, ratan e painéis de madeira.

A decisão foi tomada porque, apesar de o setor moveleiro mostrar recuperação dos impactos da crise financeira internacional, a retomada vem ocorrendo de forma mais lenta do que o conjunto da indústria. Um dos motivos apresentados pelo ministro para essa demora é que o setor depende das exportações.

– As vendas para o exterior não se recuperaram, pois o mercado externo está se reagindo lentamente.

A ideia é dar impulso ao setor, que contará com preços mais baixos.

– Fizemos isso para que o consumidor se anime no final do ano – disse Mantega.

O ministro disse que grande parte dessa indústria está localizada no Sul e que as medidas beneficiarão diretamente os trabalhadores de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Móvel (Abimóvel), José Luiz Fernandez, espera uma recuperação nas vendas em 25% nos quatro meses em que o setor receberá isenção de IPI. Ele contou que as vendas estavam sofrendo uma queda de 10% ao mês desde o início do ano. Além da retração no mercado doméstico, Fernandez disse que contribuiu para a queda nas vendas a crise financeira internacional, que afetou as exportações de móveis.

– Muitas empresas não conseguem exportar e voltaram-se para o mercado interno, acirrando a concorrência.

Ele calcula que o desconto no preço dos móveis para o consumidor, de início, deve ser de 5%, que é o percentual de redução do IPI.

Para a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), as medidas anunciadas pelo ministro Mantega beneficiam SC por ser o Estado que mais produz material de construção civil e também por ser um dos grandes produtores de móveis.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2729360.xml&template=3898.dwt&edition=13597&section=129

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