Haja Empreendedorismo!
No primeiro semestre, o número de novas empresas registradas o Brasil cresceu 19% - contra 12% no número de empresas que fecharam as portas. Os dois números são recordes e têm a ver com a crise importada.
As empresas
que encerraram atividades, todas de médio e pequeno porte, foram
derrubadas pelas ondas de choque das perdas de mercado e da falta de
crédito - desde outubro do ano passado.
E as empresas que abriram as portas, maioria de pequeno porte, com
menos de 20 funcionários, foram criadas, na maioria, por executivos que
perderam bons empregos em grandes empresas.
Sem opções no mercado de trabalho da própria especialidade, arriscaram
abrir negócio em vôo solo - ainda que em outras áreas, especialmente no
setor de serviços. Até porquê os brasileiros são bons empreendedores -
e não apenas em economia informal.
No ranking global e empreendedorismo, o do Banco Mundial, o Brasil pontifica em 13º lugar, na frente de outros 171 países.
E só não figura entre os 5 maiores porque abrir empresa formal no país
é trabalho para 12 Hércules, com fôlego de sete gatos cada um.
Por exemplo, na média dos 30 países mais desenvolvidos, o tempo de
registro de uma nova empresa é de 9 dias. No Brasil, 152 dias. Ou cinco
meses.
Os procedimentos burocráticos e cartoriais de abertura do negócio
próprio passam de 25 no Brasil, contra 6 no G-30 dos ricos. E a carga
de impostos em relação ao lucro, que lá fora transita pela média de
18%, aqui não deixa por menos de 52%.
Fechando a roda, no G-30, o crédito bancário cobre 100% do capital de
abertura, com juros de 7% ao ano. No Brasil, na média deste ano, nada
além de 30%, com juros de 47% ao ano.
Em resumo: na formação da horta da produção e do emprego, o Brasil
aduba com cal viva, irriga com creolina e colhe com rasgos de heroísmo.
Fonte: http://www.joelmirbeting.com.br/noticias.aspx?IdNews=32266&IdgNews=2








