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Imóvel em alta puxa vendas de grande rede

O grande fluxo de recursos destinados ao setor imobiliário está gerando, como ‘efeito colateral’, uma melhoria nos negócios de quem vende móveis e eletrodomésticos.

Gilmar Gonçalves Godoy, diretor da rede Berlanda, que tem 76 lojas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, lembra que vários fatores da economia contribuíram para estimular o consumidor a mobiliar a casa nova. “Além das facilidades de financiamento no varejo, o bom momento da agricultura na Região Sul, e também da pecuária, que voltou a exportar, disponibilizaram muito mais dinheiro no mercado”, diz ele.

A rede observou um aumento de 8% nas vendas no primeiro quadrimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Godoy considera ainda que outros fatos, como o aumento do salário mínimo e outros benefícios para a população de renda baixa permitiram o acesso à compras para essa faixa.

Só os financiamentos pela Caixa Econômica Federal (CEF) resultaram na aquisição de quase 12 mil unidades no Paraná, com a aplicação de R$ 330 milhões até o início de maio. Em todo o País o volume aplicado pela Caixa atingiu R$ 4,5 milhões, em 161 mil contratos, até o dia 4 de maio.

O gerente regional de Negócios da Área de Construção Civil da Caixa, Gueber Roberto Laux, considera que a projeção para este ano é positiva. “Não há como prever com exatidão como será o montante financiado no ano, mas o público está estimulado”, diz. Ele explica que a evolução dos financiamentos dependerá da disponibilidade dos recursos e do custo do crédito ao consumidor. Em todo o ano passado, a Caixa financiou mais de 40 mil unidades, e quase atingiu a casa de R$ 1 bilhão.

A Tok & Stok, uma das maiores redes de móveis e decoração do País, já começou a sentir os efeitos do bom momento imobiliário pelo qual o País passa. Nilo Signorini, gerente comercial da rede, afirma que as vendas de móveis da rede se aceleraram a partir do segundo semestre do ano passado. “A expansão do crédito e o investimento que fizemos em mídia ajudaram a incrementar as vendas, mas o crescimento do mercado imobiliário também contribui para este aumento”, diz Signorini.

Este ano, a Tok & Stok espera crescer 20% sobre 2006. “Muitos imóveis que estão sendo lançados agora só deverão ficar prontos em 24 ou 36 meses, portanto o mercado deve continuar crescendo”, prevê o executivo. Para acompanhar o aumento nas vendas a empresa está investindo em logística e já estuda inaugurar mais um centro de distribuição (CD). Já na Dudony, varejista de móveis e eletros com 98 lojas no País, os móveis ainda não alcançaram destaque nas vendas. “Este é o ano da linha branca. Foi neste segmento que identificamos maior crescimento de vendas até agora”, diz Mauro Farias, diretor financeiro da rede.

A Portobello Shop, rede de franquias, subsidiária da fabricante de revestimentos cerâmicos de mesmo nome, está comemorando os resultados do primeiro trimestre deste ano. Os números apontam um crescimento de 26% no volume de itens comercializados e de 25% na receita em relação ao mesmo período do ano passado. O reflexo desse aumento também foi percebido no fluxo de clientes, que cresceu 45%. “A atual conjuntura, com o mercado da construção civil e o imobiliário aquecidos, impulsionou esse crescimento, somada à oferta de produtos mais acessíveis”, afirma o diretor Juarez Leão.

Fonte: www.dci.com.br

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