Indústria moveleira deixa de exportar com queda do dólar
Seguindo o cenário do setor produtivo, indústrias moveleiras do Nortão também estão amargando os reflexos da queda do dólar nos últimos meses.
Desde maio, a moeda norte-americana
não passa dos R$ 2. Nos últimos dias manteve a média de R$ 1,85,
enquanto que, no mesmo período, em 2006, atingiu R$ 2,20.
Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Moveleiras do Norte do
Mato Grosso (Simonorte), Mauro Feronato, o mercado externo deixou de
ser atrativo e algumas empresas deixaram de exportar. “Os compradores
internacionais queriam manter os mesmos valores em dólares, sendo que
desvalorizou muito em relação ao real”, explicou.
Ele citou como exemplo uma empresa de Terra Nova do Norte que exportava
toda sua produção e praticamente paralisou as atividades. Com a redução
de vendas para outros países, aumentou a oferta de produto no mercado
interno e os preços, conseqüentemente, tendem a cair. ”Está afetando a
todos porque sobra mercadoria e fica difícil manter as vendas”,
acrescentou, ao Só Notícias.
Atualmente, cerca de 65 empresas atuam no pólo de Alta Floresta e geram
cerca de 500 empregos diretos. Uma das alternativas encontradas pelo
segmento é em buscar novos mercados em outras regiões do país. Este
ano, indústrias moveleiras participaram de feiras regionais e nacionais
para divulgar a produção local e fomentar novos compradores.
Entre 6 a 9 de agosto, 10 moveleiros da região participarão da 25ª
Feira Internacional da Indústria Moveleira (Fenavam), em São Paulo.
"Vamos visitar a feira de móveis e máquinas e também algumas empresas
do ramo que atuam no Estado", completou.
Fonte: http://www.sonoticias.com.br/mostra.php?id=49813 - 25/7/2007








