Inflação mais forte nos EUA faz dólar subir a R$ 2,161
A inflação maior que o esperado no atacado dos Estados Unidos fez o dólar avançar 0,51% nesta terça-feira, para R$ 2,161.
"Os investidores também monitoraram a turbulência nos mercados tailandeses.
'Saíram dados de inflação que vieram acima do esperado, deu uma realizada no mercado lá fora e aqui também', comentou Flávio Ogoshi, operador de derivativos do Rabobank.
O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 2% no mês passado, enquanto o núcleo do índice avançou 1,3%. A alta do índice cheio foi a maior desde 1974.
Inicialmente, os dados assustaram os mercados nos EUA, com a visão de que o Federal Reserve não deve cortar o juro pelo menos até março. Mas em uma segunda leitura, os analistas avaliaram que motivos pontuais provocaram o avanço da inflação e preferem aguardar o índice de preços PCE, que sai na sexta-feira.
No fim da tarde, as bolsas norte-americanas seguiam em baixa, enquanto o dólar perdia terreno para o euro.
Antes de receber os dados de inflação, os investidores acompanharam a situação dos mercados tailandeses depois que o governo tomou medidas drásticas de controle de fluxo.
O mercado acionário da Tailândia despencou cerca de 15%, a maior queda em 16 anos, com os investidores estrangeiros se retirando do país. Mas horas depois da reação, o governo voltou atrás em parte da decisão e excluiu o mercado de ações das restrições.
'As moedas de emergentes estão perdendo valor para o dólar e é natural isso, o que a gente está olhando é que, se por acaso esse movimento se replicar para outras economias da Ásia, pode chamar uma realização de posições', comentou o gerente de câmbio de um banco nacional, que não quis ser identificado.
Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy, reiterou que medidas como essa deixam os investidores receosos sobre suas aplicações em mercados emergentes. 'É um evento que pode contaminar todos os mercados.'
Os investidores já vêem reduzindo suas posições vendidas em dólar no mercado doméstico e aumentando as saídas de moeda, o que é comum no fim do ano, afirmam operadores.
O Banco Central informou que o fluxo cambial está negativo em US$ 2,1 bilhões em dezembro, até o dia 15. Nesse dia, os bancos mantinham posição comprada em dólar, em US$ 659 milhões.
A autoridade monetária fez leilão de compra de dólares nesta tarde e aceitou quatro propostas, com corte a R$ 2,159."
Fonte: http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200612191852_RTR_1166554353nN19292049 - 20/12/2006








