Inovar para exportar
* Por Leonardo Senna
Aqui no Brasil, o modismo exerce enorme fascínio sobre o empresariado.
Foi assim com o boom da Internet e, recentemente, com os IPO´s –
Inicial Public Offering (abertura de capital na Bolsa), só para citar
dois exemplos notórios e de grande repercussão. Eu acredito mais na
inovação, porque fazer aquilo que todo mundo está fazendo significa
entrar em concorrência pesada. Na empolgação do modismo e buscando
seguir o que está dando certo, muitas empresas decidem fazer a mesma
coisa, ao mesmo tempo, saturando rapidamente o mercado.
A inovação depende do desprendimento, da ousadia e, muitas vezes, da
visão de médio a longo prazo. Às vezes o consumidor nem sabe o que
quer, e aí cabe a ousadia. Afinal, os novos benefícios que um
determinado produto trará aos consumidores somente serão percebidos se
alguém acreditar no potencial de uma nova idéia. Então, temos que somar
criatividade a um enorme esforço empresarial, porque ser o primeiro é
sempre muito mais difícil.
Para criar é preciso reservar tempo no nosso dia-a-dia. Mais do que
tempo, é imprescindível que os empresários aumentem o nível de
investimento em inovação. No Brasil, as empresas investem apenas 0,6%
do seu faturamento em pesquisas e desenvolvimento de produtos, segundo
estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Um valor
bem abaixo que o registrado em países mais avançados, como França e
Alemanha, que têm 2,6% de seu faturamento investido em inovação.
Outro dado preocupante é a taxa média de inovação, indicador que se
refere à quantidade de empresas que lançaram novos produtos ou
processos em um certo período de tempo. As companhias brasileiras têm
uma taxa de 33,3%. No entanto, segundo a Associação Nacional de
Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei),
este número deveria ser, no mínimo, de 50%.
Na prática, isto significa que o atual ritmo de inovação do Brasil é
44% menor que o desejável. Para efeito de comparação, vale informar que
na Coréia do Sul esta taxa chega a 70% e os coreanos foram responsáveis
por 150 mil patentes depositadas no sistema mundial de patenteamento.
Um número cinco vezes maior do que o encontrado no Brasil, que, apesar
de ter um dos povos mais criativos do mundo, apresentou 30 mil
patentes, de acordo com o World Intellectual Property Organization
(Wipo). Enquanto isso, aguardamos a China caminhar para ser a número um
do mundo em patentes, o que deve acontecer em 2012, segundo a Thomson
Reuters Scientific. O segredo chinês está num forte programa de
incentivos governamentais que, inclusive, premia o inventor com
bonificações equivalentes a um ano de salários.
Se considerarmos que a inovação tecnológica impulsiona exportações de
produtos com maior valor agregado, estes baixos índices brasileiros
tornam-se ainda mais preocupantes. A chance de exportar é mais um
argumento que embasa minha aposta na inovação. As empresas inovadoras
têm 16% mais chances de exportar e as exportadoras são quase sete vezes
(6,84) mais produtivas graças aos ganhos de escala proporcionadas pelas
vendas externas.
Entretanto, a inovação não garante passe livre para o comércio
exterior. Para um produto ganhar o mundo, não basta ser novo e
diferente. O empresariado precisa se planejar para adequar o produto às
especificações de cada país, como os selos que atestam níveis de
confiabilidade para o seu usuário. Nos Estados Unidos, a UL
(Underwriters Laboratory) é a entidade que certifica os produtos,
enquanto que, na Europa, a CE (Conformité Européene) possui este papel.
Embora ambas estejam voltadas à segurança do usuário, os critérios de
avaliação diferem entre si e conseguir as certificações é um trabalho
árduo e, muitas vezes, demorado. Geralmente, os produtos precisam
sofrer algumas modificações, o que, no final, torna-se vantajoso.
Afinal, melhorias na confiabilidade, na durabilidade e na qualidade
geral são incorporadas ao produto final, após o processo de
certificação, tornando-o mais competitivo no mercado local ou externo.
Enfim, para o Brasil seguir na tão desejada posição de liderança que
lhe cabe, tanto na América Latina como no mundo, é fundamental a
atenção dos empresários e do governo para a área de inovações
tecnológicas.
* Leonardo Senna é empresário e fundador da iHouse, empresa líder em
automação residencial e náutica com produtos de alta tecnologia, design
e acessibilidade.
Sobre a iHouse
A iHouse é uma empresa líder em automação residencial e náutica com
produtos de alta tecnologia, design e acessibilidade. Dirigida por
Leonardo Senna, a iHouse consolidou sua posição de liderança pela
excelência na criação e desenvolvimento de projetos diferentes de todos
aqueles existentes no mercado mundial.
As inovações da iHouse unem alta tecnologia com acessibilidade, pois
seus equipamentos não oferecem dificuldade de uso e simplificam o
dia-a-dia, como o Smartdoor, que permite a abertura das portas por
leitura biométrica; a Smarthydro, banheira que prepara automaticamente
o banho ideal; ou o Smartshower, misturador inteligente para chuveiro.
Esses e outros equipamentos da iHouse podem ser comandados à distância,
pelo celular, que foi transformado pela iHouse no controle remoto da
residência. Sempre inovando, a iHouse diversificou sua atuação para o
mercado náutico, e, atualmente, equipa barcos e iates com seus
equipamentos high-tech.
Com diversos clientes no Brasil como Abyara, Adolpho Lindenberg,
Cipesa, Condomínios Inteligentes, Gafisa, Inpar, Intermarine e Plarcon,
a iHouse oferece excelência no atendimento e na elaboração dos
projetos. Para mais informações acesse: www.ihouse.com.br.
Fonte: http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=23353&Itemid=1








