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Investimento em construção puxa alta do setor de móveis

O faturamento das lojas de Móveis e Decorações têm apresentado crescimento sistemático acima da média do varejo, e em agosto registrou elevação de 8,5% ante ao mesmo mês do ano anterior.

SÃO PAULO, 1 de outubro de 2007 - O faturamento das lojas de Móveis e Decorações têm apresentado crescimento sistemático acima da média do varejo, e em agosto registrou elevação de 8,5% ante ao mesmo mês do ano anterior, acumulando no ano avanço de 11,5% no faturamento, segundo Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). O crédito farto e um mercado imobiliário aquecido na capital estão entre os fatores que influenciam este resultado, isso porque a mudança de imóvel quase sempre se traduz em troca de mobiliário, nova decoração e objetos para o lar. Em média os produtos do setor têm preço elevado, o que reforça a tese de que é com base no crédito, e não na renda, que o segmento cresce neste momento.

Acompanhando a alta do crédito o segmento de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos apresentou expansão de 8,2% no faturamento real, no contraponto ao mesmo período de 2006 e, neste ano, acumula alta de 10,2%.

Com alta de 5,6% em agosto, o setor de Vestuário, Tecidos e Calçados acumula, na comparação com o mesmo mês de 2006, crescimento de 8,8%. Este desempenho é influenciado pela comemoração do Dia dos Pais e as liquidações de queima de estoque para troca de coleções, bem como pela facilidade de pagamento. Para os próximos meses, a expectativa é que o ritmo de vendas tenha uma redução por conta da entrada da nova coleção que traz, normalmente, preços mais elevados.

O setor de Farmácias e Perfumarias registrou alta de 4% em agosto em relação ao mesmo período de 2006. O aumento no consumo de medicamentos genéricos em detrimento dos tradicionais, principalmente entre a população com menor poder aquisitivo, também colabora para o desempenho do setor, que no ano acumula crescimento de 10,2%.

Já o segmento de Loja de Departamentos apresentou alta de 3,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e acumula alta anual de 6,1%. E de Supermercados, apresentou o segundo melhor resultado, apenas superado pelo de junho - quando a elevação foi de 1,9%, com valorziação de 0,9% nas vendas ante ao mesmo mês de 2006, acumulando queda de 3,7% no ano. O aumento dos preços dos produtos alimentícios, em decorrência das condições climáticas, a queda do nível de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo e o aumento do crédito facilitado favoreceram positivamente as vendas do mês.

(Silvia Regina Rosa - InvestNews)

Fonte: http://www.gazeta.com.br/integraNoticia.aspx?Param=2%2C0%2C+%2C896509%2CUIOU

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