Madeira sólida também pode elevar os preços
Ao contrário do que vem sendo observado no mercado de chapas e painéis de madeira aglomerada, a melhoria do cenário econômico ainda não permitiu uma recomposição de preços no segmento de madeira sólida, que seguiu pressionado mesmo depois do arrefecimento da crise em razão do câmbio. A expectativa, contudo, é a de que haja alguma margem para aumento de preços no ano que vem.
Para a Klabin, maior produtora de toras de florestas plantadas do país, é possível que os preços mostrem recuperação em 2010 se as vendas ao longo do ano repetirem a dinâmica verificada neste semestre. Também em 2010 pode haver alguma dificuldade de abastecimento, mas somente se o mercado se comportar como no segundo semestre, diz o diretor da Unidade Florestal da empresa, José Totti.
Contribuiu para o cenário negativo verificado em 2009 o fato de a construção civil americana, que esteve no epicentro da crise, representar importante mercado para as serrarias e laminadoras instaladas no país. Conforme Totti, a estimativa é que 50% das toras comercializadas pela companhia no Paraná sejam transformadas em produtos que serão despachados para o mercado externo, com destaque para Estados Unidos. Para essas exportadoras, acrescenta, o câmbio também se coloca como entrave a um eventual reajuste de preços.
Até o encerramento do terceiro trimestre, a Klabin movimentou 1,4 milhão de toneladas de toras de pinus e eucalipto, cavacos e resíduos para produção de celulose e energia, uma queda de 28% sobre o registrado no mesmo período de 2008. A receita líquida totalizou R$ 115 milhões, com recuo de 29% na mesma comparação. O pior momento do ano, conforme Totti, foi verificado no primeiro trimestre, quando serrarias e laminadoras privilegiaram o consumo de estoques em lugar de novas compras.
Para este ano, a companhia projeta movimentação de 1,8 milhão de toneladas de toras, abaixo do volume verificado em 2008. Não há escassez no mercado de madeira sólida neste momento e as vendas voltaram agora aos níveis pré-crise, acrescenta.
Fonte: Kaduna Sistema de Informações IEA/Funcex/Valor Econômico - 21/12/2009








