Maioria das empresas quer crescer com fusões e aquisições
Apesar da atual turbulência nos mercados financeiros mundiais, 44% das empresas privadas de capital fechado do mundo pretendem crescer por meio de aquisições nos próximos três anos.
É o que revela o International
Business Report (IBR), produzida pela Grant Thornton International,
representada no Brasil pela Terco Grant Thornton. E 23% dessas empresas
pretendem fazer aquisições internacionais. A pesquisa mostra que, para
essas companhias, as fusões e aquisições locais e internacionais são
importantes ferramentas estratégicas para impulsionar o crescimento.
Entre os empresários brasileiros, este número cresce para 64%. O Brasil
é o segundo país da lista, atrás apenas da China (67%). Dos 64% dos
empresários que pretendem fazer aquisições, 91% acreditam que
expandirão seus negócios adquirindo uma empresa nacional.
"A pesquisa também mostra que aproximadamente 30% das empresas
brasileiras planejam abrir o capital nos próximos 3 anos", afirma
Rogério Villa, sócio da Terco Grant Thornton. Os brasileiros ocupam o
quarto lugar da lista, atrás da China (60%), Índia (37%) e Malásia
(37%).
No total, o IBR ouviu 7.800 empresas de 34 países. Elas representam 83%
do Produto Interno Bruto (PIB) global. No Brasil foram entrevistados
150 executivos de São Paulo (100), Rio de Janeiro (25) e Salvador (25).
De acordo com Villa, as empresas que atuam em mercados emergentes vêem
as fusões e aquisições internacionais como um modo de escalar de
maneira mais veloz a cadeia de valor, especialmente por meio de
aquisições de marcas e canais de distribuição nos Estados Unidos e
Europa.
Os números revelam que 59% dos empresários dos quatros principais
países emergentes, chamados de BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China),
também acreditam que as fusões e aquisições são essenciais para o
crescimento nos próximos três anos. Este resultado respalda a pesquisa
feita pela Grant Thornton Internacional sobre otimismo, divulgada em
janeiro, que mostrou que os empresários do BRIC são os mais otimistas
do mundo.
"O Brasil é um país cada vez mais atrativo para investidores
estrangeiros", explica Villa. "O investimento estrangeiro direto está
aumentando e isso produz uma competição interna sadia pela elevação da
competitividade diante da entrada das empresas internacionais".
"O otimismo das empresas brasileiras se mostra não apenas por meio do
interesse das organizações internacionais sobre as nacionais, mas
também porque grandes corporações brasileiras estão adquirindo empresas
estrangeiras", completa. "A grande demanda pelas commodities do Brasil
também está contribuindo para chamar a atenção para o mercado
brasileiro".
Fonte: http://www.global21.com.br/








