Mantega: Brasil é emergente com menor inflação
Ministro disse ainda que setor financeiro brasileiro "está muito sólido".
O Brasil é o país emergente com menor inflação, afirmou nesta
sexta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em discurso na
reunião do Instituto Internacional de Finanças (IIF), integrado por
bancos de 65 países. De acordo com ele, se não houvesse a elevação dos
preços agrícolas no mundo, a inflação brasileira em 2007, que foi de
4,46%, teria sido ainda menor. O ministro lembrou que o centro da meta
da inflação brasileira é de 4,5%, determinado pelo Conselho Monetário
Nacional (CMN). Também mostrou um quadro indicando que a expectativa do
mercado financeiro para a inflação de 2008 é de 4,41%.
Mantega
citou explicitamente a China, a Índia, a Rússia e o Chile na comparação
de países emergentes que estão com inflação mais alta que o Brasil.
Mesmo assim, disse ele, a taxa de juros real no Brasil no longo prazo
está caindo. Ele comentou também que a economia está crescendo com
responsabilidade fiscal, com redução da dívida líquida do setor público
e do déficit da Previdência Social.
Mercado financeiro
O ministro
afirmou ainda que o Brasil é o país com maior ações em circulação (free
float) entre os mercados emergentes. Mantega comentou que isso
significa que o país é o que tem mais ações em poder do mercado e não
nas mãos dos controladores das empresas.
— O mercado acionário
vai muito bem. Estamos mobilizando R$ 6 bilhões por dia — disse,
afirmando que o setor financeiro brasileiro está muito sólido: — Os
lucros são testemunha.
Mesmo com a taxa básica de juros, a
Selic, mais baixa de todos os tempos, segundo o ministro, os bancos
estão tendo ótimos resultados porque conseguem lucros no crédito. De
acordo com ele, o imposto de renda sobre o lucro dos bancos em janeiro
deste ano foi 140% maior do que em janeiro de 2007, o que "indica que a
rentabilidade foi excelente". Durante a palestra, Mantega deu vários
indicadores positivos sobre o país, entre os quais, o de que o Brasil
começou o ano recebendo investimentos diretos, mesmo com a crise de
hipotecas nos Estados Unidos.
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?section=Economia&newsID=a1787988.xml








