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Medabil mantém plano de investimento

Na sexta-feira passada a empresa anunciou a retomada dos planos de investimentos, começando pela construção de duas fábricas no município mineiro de Extrema, com investimento total de R$ 66 milhões.

A empresa gaúcha Medabil Sistemas Construtivos começa a superar o trauma vivido há menos de três meses, quando seu presidente e fundador Attilio Bilibio morreu no acidente com o vôo 3054 da TAM, em Congonhas. Na sexta-feira passada a empresa anunciou a retomada dos planos de investimentos anteriores à morte do patriarca, começando pela construção de duas fábricas no município mineiro de Extrema, divisa com São Paulo, com investimento total de R$ 66 milhões.

Segundo o diretor de Expansão da empresa, Luiz Henning, as duas fábricas mineiras, uma de estruturas metálicas e outra de painéis, telhas e placas de poliuretano, representam apenas o começo do programa de expansão que inclui a internacionalização já a partir de 2008, com a construção de uma fábrica em Angola, em parceria com um grupo local. O investimento inicial da Medabil no país africano é estimado em R$ 12 milhões.

Também em 2008, Henning pretende anunciar a construção de uma outra fábrica de estruturas metálicas no Brasil, a primeira no Nordeste do país, mais precisamente, em Pernambuco. O valor do investimento nessa nova unidade ainda não está definido. Uma outra fábrica no exterior, agora na Argentina, também está em fase de estudos. Por enquanto, a empresa possui fábricas apenas no Rio Grande do Sul, três no total. 

As três unidades proporcionaram, em 2006, um faturamento total de R$ 266 milhões, sendo 11% originários de exportações para países da América do Sul, África e Europa. Para este ano, segundo Henning, os negócios já contratados permitem prever um crescimento de 33% nas vendas brutas que deverão alcançar R$ 354 milhões. O executivo disse que o mercado está "extremamente aquecido" e que o faturamento da companhia vai crescer também em 2008, embora ainda não seja possível antever o montante que será alcançado.

As estruturas metálicas e painéis fabricados pela empresa gaúcha destinam-se, na sua maior parte, à construção de prédios industriais e comerciais. Isso faz com que a companhia funcione como um termômetro dos investimentos na economia brasileira neste momento, no qual o aumento da demanda gera temores de estrangulamento da capacidade produtiva do país, gerando pressões inflacionárias. Henning afirma que as encomendas recebidas não deixam dúvidas de que a capacidade produtiva do país está crescendo na velocidade necessária ao aumento da demanda.

As três fábricas do grupo, localizadas nos municípios gaúchos de Nova Bassano e Nova Araçá, com capacidade conjunta para produzir 50 mil toneladas/ano, estão trabalhando a todo vapor, tendo empregado no mês de setembro 1.560 pessoas, sendo 680 de empresas subcontratadas. As duas fábricas de Extrema, segundo Henning, destinam-se a atender o mercado da região Sudeste. Está prevista a geração de 390 empregos diretos quando elas entrarem em operação, em 2008.

Sem um diretor-presidente desde a morte do seu fundador, a empresa encontrou uma solução colegiada para levar adiante os planos traçados por Bilibio enquanto discute como será feita sua sucessão. Foi criado um comitê de gestão estratégica formado por quatro membros, dois deles, César e Iris Bilibio, filhos do patriarca e outro, Arlindo Bilibio, irmão. Todos já exerciam cargos de direção na empresa antes da morte de Attilio. O quarto membro do grupo é o consultor Werner Bornholdt. Segundo Henning, a gestão pós-acidente foi facilitada porque Attilio, que fundou a empresa em 1967, já vinha preparando o terreno para sua sucessão.

Fonte: Valor Online Newsletter - Nº 1863, 10/10/2007












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