México desbanca China em preço baixo
A China perdeu para a Índia e o México o posto de país com os custos mais baixos do mundo para a produção de componentes industriais, revela um estudo elaborado pela empresa de consultoria AlixPartners.
Ao mesmo tempo, os Estados Unidos reduziram consideravelmente a diferença e agora o custo de produção na China é apenas 6% inferior aos custos das fábricas americanas, segundo o estudo. O Brasil ficou em último lugar no ranking, atrás até dos Estados Unidos.
Ficaram para trás os dias em que as companhias podiam economizar até 30% ou mais produzindo sem valor agregado, transferindo suas produções para a China em particular afirma Stephen Maurer, diretor da consultoria.
O estudo compila um índice de custos de produção analisando uma cesta de componentes manufaturados e montados, desde pequenos motores até moldes.
A empresa compara custos de produção na China, Índia, Brasil e México em comparação com os Estados Unidos, com a consideração de fatores como custo trabalhista, taxa de câmbio, transporte e custo de materiais por um período de até três anos. O índice destaca um aumento nos custos nos últimos seis meses que abalaram a posição da China no ranking.
A consultoria prevê que os custos na China devem melhorar no segundo semestre de 2009, devido aos preços moderados do petróleo, que devem reduzir os custos do transporte marítimo. No entanto, considera pouco provável que China recupere terreno ainda neste ano frente a Índia e México. Ao mesmo tempo, as empresas americanas são cada vez mais competitivas, mas os custos continuam maiores que os da maioria dos países estudados.
Contração japonesa
A economia do Japão sofreu, no primeiro trimestre deste ano, a maior contração desde que os registros começaram, em 1955, com a queda acentuada das exportações do país, de acordo com as autoridades.
O Produto Interno Bruto (PIB) da segunda maior economia do mundo teve uma queda de 4% entre janeiro e março de 2009, e de 15,2% nos últimos 12 meses.
A economia japonesa, que depende muito das exportações, foi fortemente atingida pela crise econômica global. Economistas preveem, contudo, um modesto crescimento nos próximos meses, depois de um pequeno aumento da produção em março.
Dados oficiais mostram que foi a quarta queda trimestral consecutiva do PIB. A contração de outubro e dezembro de 2008 foi de 3,8%. No primeiro trimestre deste ano, as exportações japonesas caíram 26%.
Os investimentos em fábricas e equipamento tiveram uma queda de 10,4% no primeiro trimestre - um sinal de que as empresas estão reduzindo as suas despesas. Os gastos dos consumidores tiveram uma redução de 1,1% durante o mesmo período.
Fonte: Sistema de Informações IEA/FUNCEX/Jornal do Brasil








