Móveis usados, mas de boa procedência
O mercado de móveis usados está com boas expectativas para o ano. A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos móveis novos voltou a gerar interesse da população sobre os itens, mas reajustes nos preços de materiais como as placas impediram descontos significativos. Assim, os consumidores, até mesmo de classes A e B, parecem estar voltando os olhos para produtos de segunda mão que, se bem garimpados, podem se tornar belos achados. Além disso, o início das aulas e as reformas na rua Riachuelo, o principal polo curitibano dos produtos, ajudam a melhorar as perspectivas.
O gerente de Marketing do Mercado das Pulgas, Jefferson Antonio Silva, diz que, desde janeiro, o aumento no movimento de clientes vem sendo bastante perceptível. Segundo ele, este ano as lojas da rede tiveram um incremento de 20% nas vendas, na comparação com o mesmo período de 2009. Para Silva, isso é uma mostra de que o mercado está se aquecendo novamente e que os móveis usados deixaram de ser a última opção de compra.
Na avaliação de Silva, um dos motivos dessa mudança de comportamento foi a crise econômica, que fez com que as pessoas valorizassem mais seu dinheiro, procurando gastar até 50% menos, e ao mesmo tempo sair da loja com produtos duráveis e de boa qualidade. "Antes havia um certo desdém, uma falta de interesse por esses produtos, tidos como danificados. Agora, os consumidores sabem que são itens para pronto uso e de boa procedência", afirma.
O comerciante diz que boa parte dessa mudança de visão veio pela moda: muita gente das classes A e B, conta ele, está buscando dar um "toque retrô-chique" aos ambientes, e ao mesmo tempo não quer gastar demais com réplicas novas. Assim, o público, que antes era principalmente das classes C, D e E, também está mudando. Os consumidores, para ele, estão percebendo que as lojas de usados estão se atualizando e não costumam mais vender itens mal conservados e de baixa qualidade.
IPI
Para Silva, a redução no IPI dos móveis novos inicialmente causou apreensão na loja. "Mas o desconto final nos valores dos produtos não foi tão grande quanto esperado. O que custava R$ 700, baixou R$ 35. Assim, logo a procura pelos usados começou a voltar ao normal", avalia. Para ele, o maior poder de barganha que os consumidores têm ao comprar móveis usados ajudou nessa volta de interesse pelos itens.
Fonte: http://www.parana-online.com.br (22/02/2010)








