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Moveleiros do ABCD se unem para aquecer setor

Moveleiros do ABCD se unem para aquecer setor

[Imagem: ABCD MAIOR]

Trabalhadores e empresários do setor moveleiro se uniram para enfrentar as dificultades que atingem o segmento, como o fechamento de empresas e demissões. Para melhorar o quadro no ABCD, o Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário) de São Bernardo e Diadema realizará o Seminário Regional do Setor Moveleiro – Presente e Futuro na Visão dos Trabalhadores e Empresários. O objetivo é organizar um caderno de propostas para revitalizar o mais antigo setor industrial de São Bernardo.

O evento, será nos dias 25 e 26, em São Bernardo, com apoio do jornal ABCD MAIOR,  e foi anunciado na noite desta quarta-feira (02/09) durante um jantar no restaurante Florestal. Na ocasião, estava presente o presidente do Sintracon, Cladeonor Neves da Silva; o presidente do Sindicato da Indústria de Móveis de São Bernardo e Região, Hermes Soncini; e o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo da Prefeitura de São Bernardo, Jefferson José da Conceição; além de empresários do setor. 
Cladeonor explicou que o Sintracon pretende sensibilizar o maior número de empresários.

O evento foi organizado em menos de dois meses pela importância do setor em toda a Região. Durante o seminário serão abordados temas como a tecnologia no segmento moveleiro, o crédito para revitalizar o maquinário das empresas, a questão ambiental na aquisição de madeira certificada e as relações de trabalho.

“A afinidade com os empresários evoluiu muito, mas precisa melhorar. Pelos gráficos, o setor já demonstra a retomada do crescimento. A indústria moveleira tem um campo grande, mas nossas exportações ainda são muito pequenas”, afirmou Cladeonor, mencionando que apesar de o Brasil ter matéria prima, o setor compete pouco no exterior e até mesmo internamente.

Para Hermes Soncini, a realização do seminário terá a função de divulgar as ações que beneficiam empresas e trabalhadores. De acordo com o sindicalista, a notícia é de que o setor está decaindo. “Acredito que foi afetado pela crise como qualquer outro segmento. Hoje, existem 350 indústrias moveleiras registradas no ABCD e mais de 700 são informais”, disse.

Conforme explicou Jefferson da Conceição, o setor moveleiro atravessa uma crise estrutural e a indústria não merecia ter passado por essa turbulência. Para o secretário, muitas empresas enfrentam graves problemas em função de guerra fiscal, falta de inovação tecnológica, conflitos entre empregados e trabalhadores e falta de apoio do poder público.

“Há uma nova perspectiva e vamos trabalhar com otimismo para traçar essa política, propondo ações, começando por uma discussão sobre revitalização da rua Jurubatuba, promovendo inovações tecnológicas e articulando os atores”, afirmou Jefferson.

De acordo com o empresário Fábio Nilo, o seminário está sendo visto como um grande passo para melhorar a situação do segmento na Região. “Houve retração em toda a cadeia. Os meses de setembro, outubro e novembro sempre foram bons para o comércio de móveis, mas com a crise as vendas ficaram em um patamar médio. Mesmo assim, mantemos os nossos funcionários, a estrutura e os investimentos. Nossa cadeia precisa se unir.”


Indústria - Conforme estudo realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos), a indústria moveleira demonstrou dois comportamentos diferentes em 2008.
Até outubro, as vendas foram impulsionadas pelo aumento da renda, do emprego, das melhores condições de crédito e pela expansão da construção civil. Entretanto, avaliando todo o ano de 2008, a produção de móveis recuou 1,4% frente a 2007, chegando a utilizar apenas 76,3% da capacidade instalada.

A Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) espera crescimento de 5% nas vendas do mercado interno e 3% no mercado externo em 2009. O setor gera 89.036 postos de trabalho. Destes, a Região do ABCD é responsável por aproximadamente 7,8 mil empregos. A indústria de móveis é formada por mais de 16 mil micros, pequenas e médias empresas. O Estado de São Paulo responde por cerca de 40% do faturamento total do setor.

 

Fonte: Jornal ABCD MAIOR

 

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