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Moveleiros pedem incentivos de curto prazo para continuarem exportando

Terça-feira, dia 27 de maio, a presidente da MOVERGS, Maristela Cusin Longhi, esteve em Brasília participando da Plenária do Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis, quando foi apresentada a Política de Desenvolvimento Produtivo e seus reflexos para o setor de madeira e móveis.

Do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior/MDIC estavam presentes Reginaldo Braga Arcuri, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Armando de Mello Meziat, secretário do Desenvolvimento da Produção e Simon Salama, Coordenador Geral  das Indústrias intensivas em Mão-de-Obra do DEORN/SDP. Da parte dos moveleiros, participaram ao encontro as lideranças dos principais pólos moveleiros exportadores do país.

Após a explanação da nova política de desenvolvimento, os moveleiros colocaram aos representantes do MDIC que, para o setor atender a meta de aumentar em 7,5% as exportações brasileiras  e aumentar em 15% as vendas internas até 2010, se faz necessário medidas urgentes, com impacto a  curto prazo para as empresas exportadoras, como a desoneração da folha salarial,a exemplo do benefício concedido ao setor de tecnologia, restituição imediata dos créditos fiscais, equalização do IPI e flexibilização na importação de equipamentos, como formas de compensação das perdas cambiais e manutenção da competitividade do setor. No caso dos moveleiros gaúchos,  esses ainda contam com mais  prejuízos, em função  da retenção dos créditos fiscais estaduais, cujo assunto já foi encaminhado a SEDAI, aguardando uma definição.

Maristela Longhi enfatizou como positivo as medidas anunciadas na Política de Desenvolvimento Produtivo, parabenizando o governo federal por ter criado um plano para longo prazo,  que propicie o crescimento  e o desenvolvimento do setor, mas entende que “cada setor possui características distintas e, no caso do moveleiro, formado na sua maioria por pequenas e médias empresas, é fundamental também uma política diferenciada. Se não houverem medidas de impacto a curto prazo, não conseguiremos cumprir as metas planejadas.”.

De janeiro a abril de 2008, o Rio Grande do Sul exportou mais que o total brasileiro. Na comparação com  o mesmo período de 2007,  o País aponta [ - ] 1,1%, enquanto o estado gaúcho vendeu [ + ] 3,7%. Esse dado positivo se deve à Venezuela [343%], Argentina [43%], ao Uruguai [14%], ao México [13%], ao Chile [12%] e à Colômbia [3,7%]. Os tradicionais países compradores dos móveis gaúchos: Estados Unidos, França, Reino Unido, Espanha e Emirados Árabes, importaram menos que no ano passado.

Por Carla S. Schmitz Assessoria em Comunicação


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