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Novo mercado para móveis de Ubá

Estudo realizado pelo SEBRAE-MG apontou que as indústrias do pólo moveleiro de Ubá precisam se adequar às tendências e hábitos de consumo mundiais.

Os novos compradores de móveis utilizam as peças em períodos mais curtos, exigem produtos com design moderno, com bom preço e entrega rápida.

Atualmente, grande parte da produção de móveis do Arranjo Produtivo Local (APL) de Ubá é comercializada com grandes redes varejistas. Para este segmento são produzidos móveis básicos, com pouco design.

De acordo com a analista do SEBRAE-MG, Flávia Sá, a margem de lucro dos móveis básicos é pequena, já que os varejistas querem boa capacidade produtiva e preços baixos para revender aos clientes. “As indústrias de Ubá precisam evoluir, migrar dos móveis básicos para o segmento de autosserviço (veja quadro), onde o consumidor final prioriza peças com design e bons preços”, afirma Flávia.

Para  chegar a esta conclusão, especialistas das unidades de mercado e indústria do SEBRAE-MG, Mônica Segantini e Flávia Sá, realizaram um amplo estudo de mercado, visitaram as indústrias do APL, entrevistaram empresários e fizeram viagens de referência a centros produtores de móveis na Europa.

“Os APLs que investiram no segmento de autosserviço abriram lojas próprias, se tornaram sustentáveis e aumentaram a participação no mercado. Por meio de pontos-de-venda próprios, as indústrias conheceram o mercado, se aproximaram dos clientes finais e passaram a entender as demandas”, comenta Mônica.

Para o gerente da Fiemg, Francisco Campolina, a proposta do SEBRAE-MG de reposicionar o pólo de Ubá é totalmente viável. Ele afirma que a adequação dos exemplos europeus à realidade local trará qualidade e evolução ao APL. “A idéia de criar centros de venda em pontos estratégicos no Brasil é inovadora e vai ampliar a participação do móveis de Ubá no mercado”, analisa Campolina.

O projeto para reforço da competitividade do setor moveleiro é realizado pelo SEBRAE-MG com o apoio do IEL/Fiemg e do Intersind (Sindicato Intermunicipal das indústrias de Marcenaria de Ubá). Grupos de trabalho, formados por empresários de Ubá, serão criados para dar continuidade ao projeto.

Entrevista: Flávia Sá e Mônica Segantini – Analistas do SEBRAE-MG

Porque apostar no segmento de autosserviço?


Mônica: É o segmento de negócio que mais cresce no mundo. Assim como no Brasil, os móveis básicos eram responsáveis por grande parte das vendas na Europa. Nos últimos anos a história mudou (veja quadro). Grandes redes como a Ikea, que oferecem móveis com design, bons preços e entrega rápida dominaram o mercado. As indústrias que só produziam móveis básicos tiveram dificuldades para competir. Grandes pólos como o de Toledo, na Espanha, foram dizimados por não se adequarem à nova realidade.

E os outros segmentos como serviço, decoração e móveis planejados? Eles não serão interessantes?

Flávia: Estes segmentos ainda são representativos no Brasil, porém, na Europa tornaram-se nichos. De acordo com os nossos estudos, este mercado deve ficar estável.  Pólos moveleiros como o polonês, que entenderam a necessidade de investir em desenho, logística, preços reduzidos e redes de lojas próprias obtiveram grande crescimento. É isso o queremos para o APL de Ubá.

Fonte: Assessoria de Imprensa SEBRAE-MG - http://www.sebraemg.com.br

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