O Brasil vai bem ou mal?
Para três economistas, todos carregando prêmio Nobel, até que vamos bem. Para a OCDE, nem tanto.
O Brasil vai
bem, nesta crise, os principais setores de sua indústria devem se
recuperar em um futuro breve e não há duvida de que o Brasil será um
país de primeiro mundo, lá por 2030 . Opinião do economistao Edward
Prescott, Prêmio Nobel de Economia de 2004.
O Brasil esta em boa posição, principalmente por causa da
política monetária. Eu achava que os juros eram altos, o que agora é
positivio, pois a Selic atual abre espaço para manobras de política
monetária, ao contrário de países, como os EUA, onde os juros já estão
próximos de zero. Quando a crise acabar, virá um período de
desconforto, em vez de forte crescimento. Opinião do economista Joseph
Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia de 2001.
O Brasil está em excelente posição em moeda estrangeira e mais
bem preparado que muitos para suportar a crise. Melhor que os EUA, por
exemplo, onde é preciso cortar os impostos de empresas, ao contrário do
que faz o governo Obama, comprometendo seu programa de recuperação.
Opinião do economista Robert Mundell, Prêmio Nobel de Economia de 1999.
O Brasil vai continuar registrando forte desaceleração
econômica nos próximos seis meses. Os Indicadores Compostos Avançados
(ICA) do país estão em 92,7 pontos, ou 1,9 ponto abaixo do de março e
13,2 pontos abaixo do de um ano antes. Menos mal: na Índia, ICA de 92,6
pontos, e na China, de 93 pontos. ICA abaixo de 100 significa
desaceleração; mais de 100, retomada. Conclusão de relatório da
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE),
divulgado nesta segunda, 11 de maio.
Segundo esse estudo,
apesar de os países ricos continuarem sofrendo forte retração em sua
atividade econômica, sinais de melhora começam a surgir na Europa e na
China. Ainda não se trata de retomada, mas já há uma pausa na
desaceleração econômica.
Das 35 economias analisadas no
estudo, a China apresentou alta no ICA em março (0,9 ponto), mesmo se
ainda está 9,5 pontos abaixo do nível registrado há um ano. Também
melhoraram os indicadores na França (1,2 ponto), na Grã-Bretanha (0,30)
e Itália. Os ICA dos EUA caíram 0,6 ponto em abril, para 89,9 pontos, ou
11,8 pontos abaixo do nível obtido há um ano.
Fonte: http://www.joelmirbeting.com.br/noticiadetalhe.aspx?IDgNews=8&IdNews=32002








