Oeste catarinense quer aumentar em 20% a exportação de móveis
Nos últimos quatro anos, as ações no Pólo Moveleiro do Oeste do Estado permitiram aumentar em 430% as exportações de móveis.
Florianópolis - A Associação dos Moveleiros do Oeste de Santa Catarina (Amoesc)
prevê crescimento de 20% nas exportações neste ano de 2007. Renovações de
contratos, conquista de novos mercados e diversidade em ações de capacitação dos
empresários em comercialização no exterior são situações que ajudam a driblar a
desvalorização do dólar frente ao real.
Essa projeção de crescimento,
segundo o presidente da Amoesc, Geraldo Knakiewicz, se concretizará caso o dólar
fique acima de R$ 2,10.
Em 2006, as empresas moveleiras instaladas na
região Oeste catarinense exportaram US$ 18 milhões de dólares, valor que poderia
ter sido menor se não fosse a insistente articulação dos empresários com
entidades, visando à capacitação da gestão industrial e da mão-de-obra.
Para este ano a expectativa é chegar aos US$ 22 milhões de dólares em
exportação. “Acreditamos que a má fase do setor em relação ao mercado externo
seja normalizada neste ano e o nosso pólo moveleiro continue a apresentar um bom
crescimento”, destaca o vice-presidente da Amoesc, Osni Verona.
O Arranjo
Produtivo de Móveis da região Oeste de Santa Catarina é projeto das entidades
moveleiras Amoesc e Sindicato das Indústrias Moveleiras, Madeireiras e Similares
(Simovale) e que, para o desenvolvimento de ações, conta com a parceria de
entidades a exemplo do Sebrae estadual para investimento em recursos e programas
e do Senai e Prefeitura Municipal de Chapecó na operacionalização de cursos de
capacitação da mão-de-obra e aluguel da estrutura para o funcionamento da Escola
Técnica Moveleira.
Nos últimos quatro anos, as ações no Pólo Moveleiro do
Oeste permitiram aumentar em 430% as exportações de móveis. Este diagnóstico
está expresso no 'Panorama do setor de móveis do Oeste de Santa Catarina'
elaborado pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) para o
projeto Internacionalização das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae/SC. “A
fabricação de móveis tornou-se uma nova e definitiva atividade econômica
regional”, assinala o presidente Amoesc. No Oeste catarinense estão inseridas
380 indústrias de móveis que geram cerca de 5,5 mil empregos diretos e 15 mil
indiretos.
As exportações oestinas de móveis representavam divisas da
ordem de US$ 3,394 milhões em 2002, subiram para US$ 5,813 milhões em 2003 e
quase duplicaram em 2004: US$ 10,188 milhões. A curva ascendente confirmou-se em
2005 (US$ 14 milhões 600 mil dólares) e consolidou-se em 2006 (US$ 18 milhões de
dólares).
Os principais mercados atingidos nos últimos anos foram os
países da União Européia (57%), destacando-se a Alemanha com 15%, a Irlanda com
14%, a Inglaterra com 12% e a Espanha com 6%. O continente americano respondeu
por 36%, tendo como principais compradores o Chile, com 13%, os Estados Unidos,
com 12%, Porto Rico, com 3% e Argentina, com 2%. A África comprou 7% das
exportações totais de móveis da região.
O diretor técnico do Sebrae/SC,
Anacleto Ortigara, interpreta que uma distribuição em mercados tão exigentes
comprova a condição de vanguarda em que se encontra o segmento moveleiro do
oeste barriga-verde.
O número de empresas engajadas no esforço
exportador cresceu. Em 1998, quando foi estruturada a Amoesc, apenas seis
indústrias buscavam mercados no exterior. Atualmente são 47, sendo 29 de forma
não-contínua e 18 de forma permanente. A quase totalidade (96%) são micro e
pequenas empresas. O mix de produtos exportados é constituído maciçamente de
dormitórios (50%) e conjuntos de sala (30%). Seguem-se estofados (7%), cozinhas
(6%), escritórios (3%) e outras categorias (4%).








