Para europeus, crise ainda durará mais de um ano; no Brasil, confiança já melhora
Para grande parte dos consumidores europeus, a crise econômica
ainda irá durar mais de um ano. Segundo uma pesquisa da Harris
Interactive, 45% dos britânicos, 40% dos espanhóis e franceses, 39% dos
italianos e 32% dos alemães acreditam que a crise ainda irá durar um ou
dois anos.
Já no Brasil, os consumidores parecem estar mais otimistas. De acordo com o Índice de Confiança
elaborado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), o nível de confiança já
atingiu os patamares pré-crise, com 111,4 pontos em julho deste ano,
contra 111,7 em setembro do ano passado.
Avaliando a confiança dos brasileiros para a situação econômica nos
próximos meses, ela também apresentou melhora, alcançando 111,8 pontos,
o melhor nível desde maio de 2008, quando estava em 112,7 pontos.
Intenção de compras
Se com a turbulência econômica muito se disse sobre o corte de gastos
pelos consumidores e a maior tendência de economizar dinheiro, já é
possível notar que, tanto entre europeus e brasileiros, há uma maior
tendência em comprar.
Entre os franceses, 52% disseram que a parte da renda destinada para a
economia diminuiu em relação a seis meses. Entre os italianos e
espanhóis, esse percentual é de 50% e 47%, respectivamente. Já 60% dos
alemães e 52% dos britânicos afirmaram que guardam a mesma quantia.
No Brasil, se o agravamento da crise freou os gastos dos consumidores
com bens duráveis no final de 2008 e começo deste ano, agora já é
possível notar uma disponibilidade maior para esses gastos. Em julho, a
intenção de compras atingiu 87,5 pontos, nível maior que o registrado
em julho e agosto do ano passado, quando estava em 85,3 e 85,2 pontos,
respectivamente.
Emprego
Considerando a segurança no emprego,
italianos e espanhóis estão menos preocupados com a possibilidade de
perder o trabalho, mas os consumidores de outros países europeus
mantiveram o mesmo nível de preocupação apresentado em dezembro.
No último mês do ano passado, 21% dos italianos estavam extremamente
preocupados, e agora, esse índice é de 13%. Entre os espanhóis, a
porcentagem caiu de 27% para 21%.
Entre os brasileiros, o índice de expectativas no emprego para o
momento aumentou de 29,1 para 31,1 pontos entre junho e julho deste
ano, enquanto para o futuro, passaram de 97,2 para 100,2 pontos.
Por Roberta de Matos Vilas Boas
Fonte: http://web.infomoney.com.br/








