Pequenas ganham nova opção para acessar mercado externo
"Por meio da parceria com o IPT, o Programa de Apoio à Exportação da ACSP ajusta os produtos brasileiros a qualquer mercado externo."
Micro e pequenas empresas brasileiras possuem mais um meio de adequar seus produtos para o comércio exterior e também escritórios nos Estados Unidos e China para ampliar a compra e venda de produtos internacionais. Ambos os projetos ocorrem pela iniciativa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) de firmar parcerias com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e também com tradings internacionais - uma norte-americana e outra chinesa.
"Por meio da parceria com o IPT, o Programa de Apoio à Exportação da ACSP ajusta os produtos brasileiros a qualquer mercado externo, ou seja, o microempreendedor envia para o IPT seu produto e este emite um relatório das necessidades ou alterações que devem ser feitas na mercadoria para que ela possa ser vendida para o país desejado. Todo esse processo é gratuito, pois o Sebrae subsidia este serviço e a abrangência é nacional", explicou o gerente executivo de Comércio Exterior da ACSP, Sidnei Docal.
Com relação às empresas parceiras, Docal declarou em entrevista exclusiva ao DCI, que em um mês de funcionamento, a parceria norte-americana já possui três pedidos para o comércio exterior, abrangendo os setores de: autopeças, franquias e metalurgia.
"Tivemos a solicitação de três empresas, duas interessadas em importar produtos e uma com a intenção de abrir lojas no país. Por meio desta parceria, podemos informar às empresas solicitantes quem são os principais fornecedores do produto e o mercado mais atraente para a abertura das filiais", frisou Docal.
Para estas três empresas de grande porte, a projeção é que o comércio bilateral movimente o total de US$ 60 milhões ao ano.
Segundo ele, para os próximos 12 meses, a empresa com sede em Miami deverá intermediar US$ 500 milhões em serviços de pelo menos 15 empresas solicitantes, enquanto a trading chinesa, com sede em Macau, deverá atrair aproximadamente US$ 1 bilhão em pesquisas, armazenagem e abertura de novos escritórios para 20 empresas, no mesmo período de tempo.
Docal afirmou que o próximo país que a ACSP pretende firmar parceria no mercado internacional é a África do Sul, na cidade de Joannesburgo. Fora isto, eles ainda passam por definição de algum país na União Européia.
Novos mercados
Outra medida que foi tomada para ampliar as relações comerciais do Brasil com outros mercados, foi a organização de uma missão empresarial da República Tcheca ao País, entre os dias 23 e 25 de novembro. A delegação é comandada pelo presidente do País Václav Klaus e conta com a presença de 30 empresários dos setores de saneamento, transporte e máquinas e equipamentos, além de 20 autoridades do país.
Segundo informações da Embaixada theca, o presidente Klaus deverá se encontrar com o seu par brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e com os ministros do Desenvolvimento e de Relações Exteriores, Miguel Jorge e Celso Amorim, respectivamente para assinar acordos de cooperação bilateral nas áreas de sustentabilidade, tecnologia de irrigação e limpeza de águas e serviços logísticos.
Para Docal a vinda da delegação tcheca ao Brasil para aumentar a pauta de exportações deles que é uma excelente oportunidade dos empresários brasileiros oferecerem peças e maquinários que complementam os produtos fabricados por eles. "Eles virão ao Brasil para oferecer seus serviços e produtos em contrapartida, nós devemos oferecer os produtos que complementam os deles, como molas e peças para máquinas, e assim não somente comprar e elevar o déficit na balança comercial para o Brasil que está em US$ 154 milhões [até agosto deste ano]", esclareceu.
De acordo com estatísticas do Ministério de Comércio tcheco o principal setor importador do país é o de máquinas e equipamentos com 10%, seguido dos setores de produtos químicos (9,9%), motores de veículos e caminhões (9,5%), metais básicos (9%), equipamentos de comunicação e mídia (8,4%) e maquinário eletrônico e suas peças (6%).
Os principais parceiros da República Tcheca de acordo com o mesmo banco de dados são: Alemanha (30,6%), Eslováquia (9,2%), Polônia (6,5%), França (5,3%), Reino Unido (4,8%), Áustria (4,7%) e Itália (4,6%).
Fonte: DCI / http://www.global21.com.br/








