Pesquisa revela que 47% querem gastar mais em 2007
O aumento da renda e o crédito fácil fazem o brasileiro sonhar mais alto este ano.
É o que revela pesquisa feita pelo instituto Ipsos Public Affairs, que consultou 1.200 famílias em todo o País no fim de 2006. Do total de entrevistados, 46% responderam que pretendem consumir mais em 2007.É o que revela pesquisa feita pelo instituto Ipsos Public Affairs, que consultou 1.200 famílias em todo o País no fim de 2006. Do total de entrevistados, 46% responderam que pretendem consumir mais em 2007.
Na pesquisa anterior, de dezembro de 2005, para
consumo em 2006, esse número era menor
- 39%. Os sonhos continuam sendo móveis
e eletrodomésticos (37%), mas há
maior intenção de gastos com lazer
e viagens, computadores e casa própria.
Entre a classe C, cuja renda familiar é
de R$ 1.161,88, o desejo de adquirir um computador
saltou de 18%, em dezembro de 2005, para 23% no
fim de 2006. A meta de ter a casa própria
passou de 10% para 14%.
A pesquisa mostra que a classe C passou a ter
os mesmos objetivos de consumo da classe AB (R$
2.325,38), inclusive para itens mais caros. “Hoje,
o desejo de comprar um computador é praticamente
o mesmo entre essas duas classes”, diz Franck
Vignard Rosez, diretor da financeira Cetelem,
que encomendou o estudo ao instituto. Segundo
a consultoria IDC, cerca de 8,5 milhões
de computadores deverão ser vendidos este
ano no País, quase 1,5 milhão a
mais em relação às vendas
de 2006. Viajar aparece como outro importante
sonho de consumo da população. De
acordo com a Ipsos, esse item ocupa o terceiro
lugar nos desejos das classes C e DE (R$ 571,05)
e o primeiro nas classes mais ricas (AB)
O crescimento das vendas é alimentado pelo
crédito fácil e o aumento da massa
de rendimentos do trabalho, num cenário
de inflação sob controle e juros
em queda. Em fevereiro (último dado disponível),
a massa de rendimentos nas 6 regiões metropolitanas
pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) atingiu R$ 22,4 bilhões,
crescimento de 21,7% ante fevereiro de 2004, descontada
inflação.








