PIB da China pode crescer até 6,8% no 1º trimestre; menor ritmo em 17 anos
A economia da China, terceira maior do mundo, poderá
registrar seu menor crescimento em 17 anos no primeiro trimestre de
2009, afetada pelo forte recuo nas exportações e pelos efeitos da crise
financeira internacional, segundo relatório produzido nesta
quarta-feira (15) pelo banco francês Société Générale.
A estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) da China registre
expansão entre 6,0% e 6,8% nos primeiros três meses do ano. Se
confirmado, o resultado será menor que o crescimento observado no
trimestre anterior e representará o desempenho desde 1992, informa a
instituição financeira francesa.
"É o pior ritmo de crescimento que a China está disposta a tolerar.
Além disso, é a menor taxa de expansão da economia desde a crise
asiática entre 1997 e 1998, quando o PIB chinês ficou realmente fraco",
ressalta o documento do Société Générale, alertando para as altas taxas
de crescimento da segunda maior economia da Ásia nos últimos anos.
Combate à crise
O governo chinês já anunciou diversas medidas para conter os efeitos da
crise financeira internacional sobre a economia local. As autoridades
destinaram 4 trilhões de iuanes (cerca de US$ 585 bilhões) para
enfrentar a desaceleração econômica, facilitando a capacidade de
concessão de empréstimos por parte de instituições bancárias e elevando
a demanda doméstica.
No último domingo (12), o banco central da China anunciou também que
aumentará seu apoio ao setor agrícola e às pequenas e médias empresas
com dificuldades financeiras. Os créditos concedidos nos primeiros três
meses de 2009 se situaram em 4,58 bilhões de iuanes (US$ 670 bilhões),
segundo cifras divulgadas no dia 11 pela autoridade monetária.
Primeiros resultados
Como conseqüência, a produção industrial chinesa cresceu
8,3% em março, depois de uma queda recorde de 3,8% nos dois primeiros
meses do ano. Analistas consultados pela imprensa chinesa atribuíram o
bom desempenho ao pacote de estímulos do governo chinês.
No entanto, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, indicou no último
fim de semana, durante encontro de líderes do leste asiático realizado
na Tailândia, que "a terceira maior economia do mundo mostra alguns
sinais positivos, mas todos podem ver que o país ainda enfrenta algumas
grandes dificuldades".
Perspectivas
O Banco Mundial, o BAD (Banco Asiático de Desenvolvimento) e a OCDE(Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)
preveem que, apesar do recuo no PIB chinês durante o primeiro trimestre
de 2009, o gigante asiático ainda retomará o crescimento a partir da
segunda metade deste ano.
"Nossa projeção é que o comércio varejista da China irá crescer
16% em março, em termos anuais", o que poderá elevar a demanda
doméstica do gigante asiático e estimular o crescimento econômico,
afirma o relatório do Société Générale.
A divulgação do PIB da China, referente ao primeiro trimestre de 2009, ocorrerá na próxima quinta-feira (16).
Fonte: http://web.infomoney.com.br/








