PIB dos EUA tem a maior queda em 51 anos
A contração registrada entre janeiro e março deste ano superou a estimativa dos analistas, de queda de 4,6% do PIB norte-americano no período.
O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos sofreu um recuo de 6,1% no primeiro trimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2008. As informações foram divulgadas pelo Departamento do Comércio do país ontem (29).
A contração registrada entre janeiro e março
deste ano superou a estimativa dos analistas, de queda de 4,6% do PIB
norte-americano no período. No entanto, a cifra se aproxima do antecipado por um dos diretores
do Federal Reserve, o banco central americano, Richard Fisher, que
advertiu que o PIB da primeira economia mundial corria o risco de ser
ta ruim como no trimestre anterior, período durante o qual a economia
se contraiu a um ritmo anual de 6,3%. Nos três meses finais de 2008, o PIB americano caiu 6,3%. Com a
retração de 0,5% do PIB no terceiro trimestre do ano passado, é a
primeira vez em 34 anos que o PIB dos EUA registra três trimestres
seguidos de contração, o que não acontecia desde o terceiro trimestre
de 1974 até o primeiro trimestre de 1975. Tiveram contribuição negativa para o resultado do primeiro trimestre
deste ano as exportações, equipamentos e software e investimento fixo
residencial, entre outros fatores. A produção industrial dos EUA caiu pelo quinto mês seguido em março,
segundo dados recentes. No acumulado dos últimos 12 meses até o mês
passado, a produção cedeu próximo de 13%. O relatório preliminar do Departamento de Comércio mostrou que os
estoques empresarias tiveram queda recorde de US$ 103,7 bilhões no
primeiro trimestre, enquanto as empresas buscaram reduzir os
inventários de bens não vendidos em seus depósitos.
Esse dado provocou uma baixa de 2,79 pontos percentuais no número geral do PIB. Excluindo estoques, o PIB se contraiu em 3,4%.
No
entanto, a queda dos estoques é um efeito positivo, uma vez que sugere
que o ciclo de correção dos inventários pode ter acabado. As
exportações decaíram 30%, maior declínio desde 1969, após baixa de
23,6% no quarto trimestre.
O recuo das exportações respondeu por uma baixa de 4,06 pontos percentuais do PIB, a maior já registrada.
O
investimento empresarial exibiu queda recorde de 37,9% no primeiro
trimestre, enquanto o investimento do setor imobiliário afundou 38%,
maior declínio desde o segundo trimestre de 1980.
Mas existem
alguns sinais de esperança no relatório. O consumo, que equivale a dois
terços da atividade econômica dos EUA, avançou 2,2%, após o colapso do
segundo semestre do ano passado. O consumo foi impulsionado por um
salto de 9,4% nas compras de bens duráveis, primeira alta após quatro
trimestres de declínio.








